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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h39.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 02/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h41min

Por que empresas brasileiras valem pouco?

Eduardo Bugs
Empresas genuinamente brasileiras valem pouco. Essa afirmação não se aplica às empresas brasileiras globais, listadas em bolsas internacionais e com acesso a recursos externos. Mas sim às empresas locais, com acesso aos escassos e caros recursos bancários, alta complexidade e carga tributária, ambiente regulatório instável, leis trabalhistas onerosas, e baixo retorno da infraestrutura brasileira.
As taxas de desconto aplicadas para a precificação das empresas brasileiras, bem como a nossa taxa básica de juros, são dignas de um título de campeões mundiais, mas não mais do futebol. Além da elevada taxa de desconto praticada no mercado financeiro na hora de avaliar uma empresa, os grupos consolidadores ou os fundos de investimento ainda precisam precificar as reduzidas possibilidades de "janelas de saída", ou seja, as alternativas de desinvestimento futuras. Afinal, uma pergunta frequente quando realizamos um investimento é: "como faremos para obter o recurso de volta no futuro?". Alternativas para tornar novamente líquido um investimento é um dos fatores de atratividade na hora de uma aquisição. Contudo, no Brasil, estão cada vez mais raros os desinvestimentos, por exemplo, via saída em uma oferta pública de ações (IPO).
Contudo, é possível adicionar valor a uma empresa brasileira, mesmo neste cenário político-econômico. Existem companhias que buscam agregar valor à "firma" e não somente o aumento do faturamento e do lucro. São empresários que investem em governança, auditoria externa, transparência aos investidores, dentre outras ações que agregam valor à empresa.
Diretor executivo da Magnólia Partners
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