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Porto Alegre, terça-feira, 14 de junho de 2016. Atualizado às 17h56.

Jornal do Comércio

Internacional

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ESTADOS UNIDOS

14/06/2016 - 17h57min. Alterada em 14/06 às 17h57min

Presidente da Câmara dos EUA critica comentário de Trump sobre ataque em Orlando

O presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Paul Ryan, repudiou nesta terça-feira a reação do provável pré-candidato republicano à presidência do país, Donald Trump, ao ataque de um extremista islâmico à boate gay Pulse, em Orlando, na Flórida, no último domingo. Ao todo, 49 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas neste que foi o pior tiroteio da história dos EUA.
O bilionário, que deverá disputar a corrida presidencial em novembro, declarou que é necessário banir a entrada de muçulmanos nos EUA. Ryan reafirmou sua oposição à ideia de Trump e pediu aliança com os islâmicos moderados para combater militantes terroristas.
"Existe uma grande e importante distinção que cada americano precisa ter em mente: essa é uma guerra contra o islã radical, não uma guerra contra o islã. Muçulmanos são nossos parceiros", disse o político. "Eles estão entre nossos melhores aliados, entre nossos melhores recursos nessa luta contra o islamismo radical terrorista".
Paul Ryan disse, ainda, que os Estados Unidos devem ser mais rígidos com o processo de triagem de refugiados, em vez de impor um teste religioso.
"Não acho que um banimento dos muçulmanos está entre os interesses do país. Não acho que seja um reflexo dos nossos princípios - não como partido, mas como um país", afirmou o presidente da Câmara.
O líder da minoria no Senado, Harry Reid, também rechaçou as polêmicas declarações 'intolerantes e antiamericanas' de Donald Trump.
"É incompreensível que qualquer candidato à presidência fomente e promova a intolerância sistemática como Trump faz", afirmou Reid durante sessão. "É condenável e antiamericano para o candidato de um grande ou qualquer partido declarar milhões de americanos culpados até que se prove o contrário, com base na sua religião".
A Câmara aprovou em novembro uma lei para suspender a reinstalação de refugiados sírios e iraquianos nos EUA e revisar o processo de triagem, em um esforço para aliviar a ansiedade nacional após os ataques do Estado Islâmico em Paris em 2015. No entanto, o governo alega que a triagem já é muito rigorosa e que a lei seria impossível de ser implementada. O projeto não tem avançado no Senado.
Uma outra lei, no entanto, passou pela aprovação do Congresso em dezembro, tornando mais rigoroso o programa que permite aos cidadãos de alguns países a entrar nos EUA sem visto, por meio de restrições àqueles que detêm dupla cidadania do Irã, Iraque, Sudão e Síria. 
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