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Porto Alegre, terça-feira, 14 de junho de 2016. Atualizado às 15h09.

Jornal do Comércio

Internacional

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ESTADOS UNIDOS

14/06/2016 - 15h09min. Alterada em 14/06 às 15h09min

Obama rebate Trump e diz que propostas dele tornariam os EUA menos seguros

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta terça-feira as propostas do provável candidato republicano à presidência, Donald Trump, como resposta ao ataque a tiros ocorrido em Orlando. Na avaliação de Obama, as ideias de Trump tornariam os EUA menos seguros.
Após qualificar a visão de Trump como "perigosa", Obama falou sobre a ideia do empresário de impedir a entrada de muçulmanos no país, após o ataque a tiros em uma boate gay de Orlando que matou 49 pessoas no fim de semana. Ele disse que essa abordagem para os imigrantes apenas serviria para alienar os muçulmanos norte-americanos. "Nós começaremos a tratar os muçulmanos americanos diferentemente?", questionou Obama. "Isso não reflete nossos ideias democráticos. Isso não nos torna mais seguros, nos tornará menos seguros", afirmou o presidente.
Grupos como o Estado Islâmico "querem reivindicar que são os verdadeiros líderes de mais de 1 bilhão de muçulmanos pelo mundo que rejeitam suas noções loucas", disse Obama, que advertiu contra olhar para todos os muçulmanos da mesma maneira.
Na segunda-feira, Trump falou em New Hampshire e criticou Obama e a provável candidata democrata à presidência, Hillary Clinton. Para o magnata, a dupla é fraca em política externa e na segurança nacional. Trump disse que o crime ocorreu porque os EUA permitiram que a família do autor do ataque entrasse no país. Trump falou sobre Omar Mateen, nascido nos EUA de pais que vieram do Afeganistão e que foi o autor do ataque em Orlando, segundo autoridades norte-americanas.
Em entrevista na televisão, Trump também sugeriu que Obama era simpático aos terroristas islâmicos, qualificando-o como fraco. O empresário questionou o fato de Obama não ter mencionado as palavras "terrorismo islâmico radical". "Há algo acontecendo. Isso é inconcebível", disse Trump. Segundo Obama, chamar uma ameaça de um nome diferente "não faz ela ir embora. Isso é uma distração política". 
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