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Porto Alegre, sábado, 25 de junho de 2016. Atualizado às 18h22.

Jornal do Comércio

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Imprensa

25/06/2016 - 18h17min. Alterada em 25/06 às 18h22min

Cármen Lúcia disse que cidadão tem direito de saber quanto ganha um juiz

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal

A ministra do STF disse que o "dever da imprensa não pode ser cerceado de maneira nenhuma"


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Agência Globo
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a liberdade de imprensa durante o 11º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo. Ao comentar uma série de 48 ações propostas por juízes paranaenses contra jornalistas da Gazeta do Povo, a futura presidente do Supremo declarou que o "dever da imprensa não pode ser cerceado de maneira nenhuma".
Os juízes entraram com processos de forma coordenada após reportagem do jornal paranaense divulgar seus salários e benefícios. Para Cármen Lúcia, quem assume cargo público tem uma esfera de privacidade menor.
"Todo mundo tem direito à privacidade. Mas quem está no espaço público tem uma esfera de privacidade diferente de quem está em casa. Dizer quanto o juiz ganha não está no espaço da privacidade. É o cidadão quem paga. Ele tem o direito de saber."
Cármen Lúcia afirmou que a corrupção é um ato de indignidade, e que acredita que a população não aceita mais a postura ilícita de alguns políticos. Segundo ela, o Judiciário deve garantir que os processos que estão em andamento cheguem ao fim, respeitando todos os direitos e punindo quem for culpado.
Em outro painel, chamado "Por que investir em reportagem para sobreviver à crise?", diretores das três principais redações do país discutiram o que é preciso fazer para que os jornais continuem sendo relevantes para os leitores. Na opinião de Ascânio Seleme, diretor de Redação do Globo, João Caminoto, diretor de Jornalismo do Grupo Estado, e Sérgio Dávila, editor executivo da "Folha de S.Paulo", é preciso investir em grandes reportagens e conteúdo exclusivo. Os editores discutiram, ainda, como, diante da crise, os jornais podem usar assinaturas digitais e patrocínios para coberturas.
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