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Gestão

14/07/2016 - 20h09min. Alterada em 13/07 às 17h44min

ACPA: Nova fase para enfrentar os desafios do setor

 Associação presidida por Paulo Afonso Pereira criou um Comitê de Segurança

Associação presidida por Paulo Afonso Pereira criou um Comitê de Segurança


FREDY VIEIRA/JC
A Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), primeira entidade empresarial fundada na capital gaúcha, em 1858, vive uma nova fase. Paulo Afonso Pereira foi o primeiro presidente a ser eleito exclusivamente para o cargo desde 1928, quando Alberto Bins concluiu seu mandato e o dirigente máximo passou a ser o mesmo da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Desde abril deste ano, Pereira está à frente da entidade com a experiência de ser empresário, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e diretor regional do Senai e do Senac.
A Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), primeira entidade empresarial fundada na capital gaúcha, em 1858, vive uma nova fase. Paulo Afonso Pereira foi o primeiro presidente a ser eleito exclusivamente para o cargo desde 1928, quando Alberto Bins concluiu seu mandato e o dirigente máximo passou a ser o mesmo da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Desde abril deste ano, Pereira está à frente da entidade com a experiência de ser empresário, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e diretor regional do Senai e do Senac.
Entre os desafios da atual diretoria está a expansão de seu quadro de associados e criação de benefícios e serviços. "Queremos ser uma voz ativa em favor dos comerciantes e prestadores de serviço, ajudando-os a enfrentar os desafios contemporâneos. Já nos reunimos com a prefeitura, buscando estabelecer parcerias em questões de infraestrutura, sustentabilidade, Cais Mauá, entre outros assuntos", afirma o dirigente.
A segurança pública, de responsabilidade do Estado, é uma das questões que mais preocupa a ACPA. "É preciso segurança para garantir o funcionamento das lojas, a integridade e tranquilidade dos clientes", diz Pereira. Ciente desse problema, a associação criou um comitê para tratar do assunto. O presidente conta ainda que conversou com o secretário da Segurança Pública do Estado, Wantuir Jacini, sobre as perspectivas de melhora para o setor durante o Tá na Mesa. "Nós, do comércio de Porto Alegre, assim como toda a população gaúcha, estamos na expectativa de ações que barrem o avanço da criminalidade. Nosso Comitê de Segurança tem acompanhado debates desenvolvidos em audiências públicas na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) e na Câmara Municipal para colaborar com as soluções para o problema", diz o empresário.
Além do Comitê de Segurança, a ACPA conta com os grupos de Varejo, Novos Negócios, Tecnologia e Informação, Educação, Relações Institucionais, Propriedade Intelectual, Jovens Lideranças, Marketing e Comunicação, Jurídico, Eventos Externos, Sustentabilidade e Planejamento Estratégico. Ainda são atuantes as comissões de Obras, Cais Mauá e Centro de Convenções.
Melhorar a segurança é apenas um dos temas no qual a associação trabalha. Outros problemas, aparentemente não ligados diretamente com o negócio, são importantes para o comércio e consumidores, como a recuperação de calçadas, correta colocação de lixeiras, pintura de prédios e revitalização de determinadas áreas. Segundo Pereira, a relação com a prefeitura de Porto de Alegre e o prefeito José Fortunati é boa. "Já estivemos reunidos, acompanhados do vice-presidente Raul Cohen e do advogado Newton Motta, com o vice-prefeito Sebastião Melo. Queremos proporcionar condições adequadas para o funcionamento do comércio e circulação das pessoas", garante o presidente. Mas para que isso ocorra, a associação entende que deve haver uma fiscalização mais rígida por parte dos órgãos competentes contra o comércio ilegal e os camelôs no Centro da Capital. "Manifestamos nosso repúdio ao descaso da prefeitura com esse abuso. Estão invadindo a via pública, especialmente nas imediações da Praça da Alfândega", reclama Pereira.

Varejo passa por transformação

Associaçaõ Comercial foi a primeira entidade empresarial fundada em Porto Alegre, em 1858
ACPA foi a primeira entidade empresarial fundada em Porto Alegre, em 1858
ARQUIVO ACPA /DIVULGAÇÃO/JC
Consumidores mais dinâmicos, conectados e informados estão fazendo com que o varejo passe por uma grande transformação. Agora, são as empresas da área de varejo e de serviços que precisam chegar até os clientes. Caso contrário, podem ser abandonadas em dois cliques. "A maioria dos varejistas do século passado fechou as portas. O varejo que não consegue inovar e atender aos novos desejos dos consumidores sofre pressão de alguém ao lado e também de outros estados do Brasil e da China. Se não inovar, morre", diz o presidente da ACPA.
Se não bastasse a exigência de inovação e constante busca pela qualidade no atendimento e preço atrativo, o comerciante ainda tem que enfrentar uma grave crise política e financeira. De acordo com Pereira, a retomada de crescimento no varejo e serviços não depende somente da gestão do empresário, mas principalmente de políticas governamentais. "A dívida pública federal cresceu 21,7% em 2015. Segundo os dados do Tesouro, nos últimos 10 anos mais que dobrou. O governo continua gastando mais do que arrecada. Por isso, precisa pagar mais pelo dinheiro oferecido pelos investidores, o que provoca uma elevação geral da taxa de juros", explica o empresário. Conforme a pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, houve uma elevação dos juros do cartão de crédito em maio passado para 15,12% ao mês, 441,76% ao ano. Essa foi a maior alta registrada desde outubro/1995. No mesmo período, a taxa do cheque especial passou para 11,54% ao mês, ou seja, 270,82% ao ano, se tornando a maior desde julho de 1999. "É difícil crescer com este contexto, além disso, temos o desemprego em alta", completa.

As 12 categorias de associados

A associação possui 12 categorias de associados e todas contam com os mais diversos tipos de benefícios. O que varia, entre a categoria um e a Diamante, em uma ordem crescente, é a quantidade de benefícios ofertados. Os associados têm a oportunidade de conceder descontos para seus pares por meio de uma rede de benefícios, fomentando ainda mais o seu negócio. Destacam-se descontos em áreas como assessoria empresarial e consultoria, cursos de graduação, pós e MBA, comércio exterior, eventos, hotéis, segurança patrimonial, serviços médicos, odontológicos e de advocacia, entre outros.
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