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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 20h07.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2016

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Notícia da edição impressa de 15/07/2016. Alterada em 14/07 às 19h03min

Em um mês, 500 mil brasileiros ficaram inadimplentes

Marcela aconselha atenção com 
os rendimentos e gastos

Economista-chefe do SPC Brasil recomenda que se faça uma planilha com os rendimentos, gastos fixos e variáveis


SPC BRASIL /DIVULGAÇÃO/JC
A inadimplência no Brasil está em alta desde março de 2015. Somente na passagem de março para abril deste ano, 500 mil brasileiros deixaram de pagar alguma conta e foram inscritos nos cadastros de restrição ao crédito, totalizando mais de 59,2 milhões de consumidores em todo o País com o CPF negativado, enfrentando dificuldades para realizar compras a prazo, fazer empréstimos, financiamentos ou contrair crédito de modo geral. Isso significa que 39,9% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos está inadimplente e com o nome registrado em serviços de proteção ao crédito.
E não são só as pessoas físicas que não estão conseguindo pagar suas contas. Como a economia é um efeito dominó, as empresas também estão sendo prejudicadas. De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de empresas devedoras aumentou 13,96% em abril nas quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul - em relação ao mesmo mês do ano passado. "Ao longo do ano passado, a economia brasileira deteriorou-se e impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas. A alta da inadimplência observada entre as empresas, e também pessoas físicas, é um duro reflexo desse cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas", explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Segundo Marcela, muitos brasileiros poderiam evitar essa situação se dedicassem uma hora por semana para cuidar do seu orçamento doméstico. "O maior problema é a educação financeira. O ideal é fazer uma planilha com os rendimentos, gastos fixos e variáveis. O que sobrar dessa conta é recomendável guardar e fazer dessa sobra um gasto fixo. É preciso pensar a longo prazo e não somente como passar o mês", recomenda. O maior vilão dos devedores é o cartão de crédito, muitas vezes com limite acima do rendimento da pessoa e com juros que podem chegar 450% ao ano.
 

Preferência é pelo cartão

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os pagamentos com cartões representaram 28,4% do consumo das famílias nos três primeiros meses do ano, contra 27,1% no primeiro trimestre de 2015. O aumento de participação ocorre devido ao processo de substituição de meios de pagamento, já que o brasileiro tem adotado cada vez mais os cartões em detrimento de dinheiro e cheque.
Enquanto o valor transacionado com cartões cresceu 7,2% no trimestre, no comparativo anual, o volume movimentado com cheques caiu -10,6% (de R$ 238,4 bilhões para R$ 213,5 bilhões). Nos últimos 10 anos, houve crescimento de aproximadamente 368% em cartões e queda de -12,2% em cheques.
Ainda segundo pesquisa da Abecs, realizada pelo Datafolha, 86% dos usuários de cartão de crédito pagam o valor integral da sua fatura e 89% têm a intenção de fazer o mesmo no próximo vencimento. Apenas 4% pagam o valor mínimo, enquanto 6% optam por fazer o parcelamento da fatura.
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