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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 20h09.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2016

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Gestão

Notícia da edição impressa de 15/07/2016. Alterada em 14/07 às 19h34min

Programa da FCDL auxilia lojista a organizar a gestão

A organização é uma forte aliada de qualquer negócio, independente do tamanho. E é com esse objetivo, de profissionalizar e aprimorar a gestão, que o programa Q Comércio, desenvolvido pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), chega ao sexto ano consolidado como o maior e mais completo voltado para a qualidade no varejo. Segundo o presidente da entidade Vitor Augusto Koch, a cultura da gestão, que já era importante para as empresas, se torna indispensável devido ao atual cenário econômico. Atualmente são 1.106 empresas participantes e 5.530 colaboradores impactados. "Estamos trazendo uma ferramenta para o lojista que ajuda de forma imediata nos resultados. Temos o melhor produto no País que proporciona o desenvolvimento da cultura da qualidade nas empresas e organizações", diz ele.
O Q Comércio tem como referência o Modelo de Excelência em Gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e é focado no desenvolvimento, formação e estruturação das empresas. Através de três etapas (capacitação, avaliação e reconhecimento) permite ao empresário uma visão ampla da empresa. Também auxilia os lojistas na organização, proporcionando ganhos de qualidade, produtividade e competitividade. "Por meio dos números é possível ter uma visão aprimorada do mercado e alinhar as diretrizes. É fundamental identificar com rapidez os gargalos do negócio", comenta o presidente da FCDL-RS.
Os cursos da primeira etapa são direcionados para áreas de self coaching, planejamento estratégico, liderança, boas práticas administrativas e financeiras, gestão de vendas, marketing e publicidade, seminário web 3.0, layout de loja, gestão da qualidade e associativismo. As atividades do ciclo 2016 começaram em junho. Até o quinto ano o Q Comércio tinha a parceria do Sebrae e por isso só atendia médias e pequenas empresas. Já a partir de 2016, o modelo está aberto a negócios maiores. O programa vem acompanhado de um software que alimenta o início, meio e fim da gestão.

Pequenas e médias empresas são maioria

Setor teve crescimento de estabelecimentos de 2,12%, diz Koch
Setor teve crescimento de estabelecimentos de 2,12%, diz Koch
MARCELO MATUSIAK/DIVULGAÇÃO/JC
Das cerca de 105 mil lojas em funcionamento no Rio Grande do Sul, 99% são de pequenas e médias empresas, segundo dados da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). Somente no ano passado, a entidade estima que foram fechadas 1.046 unidades. Essa redução foi mais perceptível em shoppings centers, condomínios comerciais e em locais estratégicos dentro dos centros urbanos. O número preocupa a direção da FCDL-RS, que conta com 154 afiliadas - sendo 116 Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL), além de associações comerciais e Sindilojas. "A retração econômica, aliada à concorrência com as grandes redes e comércio virtual, prejudica o pequeno e médio varejista", afirma o presidente Victor Augusto Koch.
Em 2015, o recuo das vendas no varejo gaúcho foi de aproximadamente 11% na comparação com 2014 e refletiu na geração de empregos do setor. Conforme levantamento da FCDL-RS, cerca de 9 mil postos de trabalho deixaram de existir em 2015, o que corresponde a 1,6% do total de empregos registrados no último ano. "Mesmo com a extinção de 9 mil empregos, tivemos um incremento de estabelecimentos varejistas da ordem de 2,12%. Muitos trabalhadores demitidos optaram por atuar como microempreendedores individuais e seguir no ramo do comércio. Com isso, fica claro que as lojas gaúchas exercem importante função social de sustentação da empregabilidade", destaca Koch.
Segundo o dirigente, os principais inimigos dos lojistas são as altas taxas de impostos - que acabam sendo repassadas ao produto final que chega ao consumidor -, inflação e juros. "O juro elevado restringe o crédito, pois aumenta o risco e inibe os negócios", comenta Koch. A alternativa nestes casos é apostar em atendimento de qualidade para fidelizar o cliente.
A boa notícia para o setor é que o frio chegou cedo e com força. De acordo com Koch, com as temperaturas baixas o consumidor busca produtos mais pesados e com maior valor agregado. Além de roupas e calçados, bens mais duráveis, como condicionadores de ar e aquecedores, também estão em alta. "No comércio o planejamento é a curto prazo e o segundo semestre é sempre melhor. Acredito que já chegamos ao fundo do poço, não tem como piorar mais. Os empregos parecem que estão se mantendo e há uma expectativa de retomada do crescimento. O ânimo já melhorou bastante", completa o presidente da FCDL.
Nos dias 19 e 20 de outubro, em Porto Alegre, o setor irá debater esses e outros assuntos durante a 47ª Convenção Estadual Lojista. O encontro se tornou uma referência, reunindo anualmente milhares de lojistas e integrantes do setor gaúcho. As últimas edições foram realizadas em Bento Gonçalves e Caxias do Sul. A opção pelo retorno a Porto Alegre se deu pela facilidade de localização e atendendo a pedidos dos participantes.
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