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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 20h09.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 15/07/2016. Alterada em 14/07 às 19h44min

Sindiatacadistas vê sinais de recuperação

Marchi está confiante na expectativa de um leve crescimento para a segunda metade do ano

Marchi está confiante na expectativa de um leve crescimento para a segunda metade do ano


FECOMÉRCIO-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Enquanto aguarda o fechamento do primeiro semestre, o setor atacadista está na expectativa de um leve crescimento para a segunda metade do ano. Na conta do presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiatacadistas), Zildo De Marchi, entre os fatores que pesam para consolidar este panorama estão as mudanças no cenário político e a atuação do Judiciário, que auxilia no resgate da credibilidade brasileira no mercado internacional. Para ele, a partir deste contexto, há uma tendência para o PIB nacional passar de negativo para positivo até o final do ano. "Se analisarmos as consequências do PIB negativo, em um contexto de 200 milhões de habitantes, percebemos que são menos R$ 2 trilhões em circulação. O desemprego desestabiliza o ritmo de uma sociedade. E o desespero motiva ações inimagináveis", diz De Marchi.
O presidente avalia que outra oportunidade que traz boas perspectivas para o varejo interno vem com o aumento do custo da mercadoria importada por conta da valorização do dólar. "O custo da mercadoria importada agravou a oferta e, com isso, criou expectativa para as marcas próprias", analisa. A partir desse panorama, o dirigente acredita que atividades como confecção, alimentos, calçados e outros setores devem ganhar espaço no mercado interno. "A marca própria com qualidade e bem-administrada está se afirmando no Brasil, e a indústria está crescendo com isso", afirma.
A entidade congrega sete sindicatos que representam os comerciantes atacadistas gaúchos. No total, são 24 mil empresas, que juntas geram de 90 a 100 mil postos de trabalho. Em termos de faturamento, o setor é responsável por 34% do PIB do Estado. De olho na qualificação do setor, o Sindiatacadistas investe na educação. O programa Qualificar, que promove cursos e palestras de áreas de interesse do segmento, está voltado para três pilares básicos: capacitação dos empresários, de seus colaboradores e programas de qualidade voltados para empresas. O projeto prevê cursos tanto in company como dentro da entidade. Neste ano, já aconteceram 21 cursos, com a participação de 527 alunos. A meta é realizar 50 cursos, envolvendo 1,2 mil pessoas.

Foco na redução de custos para competir

Além do foco interno, o Sindiatacadistas está empenhado nas discussões relativas ao segmento de atacado em geral, principalmente em relação a questões fiscais e tributárias. "É um eterno desafio. O Norte e o Nordeste têm apoio e subsídios", cita o presidente do Sindiatacadistas, Zildo De Marchi, se referindo à guerra fiscal entre os estados. Para ele, é necessário um ajuste na questão tributária para que o Rio Grande do Sul possa competir com seus vizinhos, Paraná e Santa Catarina, e também com os demais estados brasileiros.
Além da carga de impostos, outros desafios das empresas gaúchas para se destacar são a posição geográfica, que encarece a logística, e o fato de que 60% do mercado de consumo está concentrado no Centro do País. "A logística interfere no custo total pela distribuição ser principalmente dentro de um modelo rodoviário. Com isso, o custo final é impactado em 20%. Em outros países, na Europa, por exemplo, esse valor não chega a 6%", compara. É dentro desta visão que a entidade tem manifestado apoio a projetos que apostem em hidrovia e ferrovia.
Apesar das diferenças regionais, Marchi acredita que o futuro passa pela integração entre Sul e Norte, tanto comercial, como técnica e operacional, pois a tecnologia faz com que cada vez seja mais comum as empresas atuarem com bases em várias regiões. O dirigente sustenta que qualificar o jovem empresário é também dar um passo nesta direção. O sindicato investe também em parcerias na área de consultoria tributária para auxiliar seus associados. "Temos que ter assessoria tributária para lutar e competir. Assim como qualificar nossos recursos humanos para participar cada vez mais do mercado nacional", acrescenta.

Projetos estimulam a sustentabilidade e a atividade física

Cicloatividade incentiva hábitos sustentáveis a partir da bicicleta
Cicloatividade incentiva hábitos sustentáveis a partir da bicicleta
LEANDRO MELLO/SIDIATACADISTA/DIVULGAÇÃO/JC
Para dar sua contribuição social, o Sindiatacadistas criou o projeto Cicloatividade, que incentiva a adoção de atitudes e hábitos sustentáveis a partir do uso da bicicleta. A proposta é motivar as pessoas a usarem este tipo de transporte nos seus deslocamentos diários. A proposta também é estimular a boa convivência entre ciclistas e motoristas. O Cicloatividade fornece e instala bicicletários produzidos em plástico reciclado. Para se ter uma ideia, na produção desses mobiliários, são utilizadas cerca de 5 mil sacolas ou copos plásticos. O projeto é aberto à comunidade, e já foram realizadas seis edições, com a participação mil pessoas. Outra iniciativa social da entidade é o projeto Eugênia Conte, voltado para a prática esportiva do judô. Neste caso, o sindicato entra como apoiador da entidade que dá nome à ação e reúne aproximadamente 90 jovens.

Entidades que fazem parte do Sindiatacadistas

  • Sindicato do Comércio Atacadista do Estado do Rio Grande do Sul
  • Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios de Porto Alegre
  • Sindicato do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens de Porto Alegre
  • Sindicato do Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuário e Armarinho de Porto Alegre
  • Sindicato do Comércio Atacadista de Produtos Químicos para a Indústria e Lavoura e de Drogas e Medicamentos de Porto Alegre
  • Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras de Porto Alegre
  • Sindicato do Comércio Atacadista de Álcool e Bebidas em Geral no Estado do Rio Grande do Sul - Sicabege
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