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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de junho de 2016. Atualizado às 16h24.

Jornal do Comércio

Economia

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assistencialismo

29/06/2016 - 16h24min. Alterada em 29/06 às 16h24min

Ao anunciar reajuste, Temer diz que Bolsa Família 'não é para durar até o resto da vida'

Agência Globo
O presidente interino Michel Temer anunciou um reajuste de 12,5% para o Bolsa Família nesta quarta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto. Pouco antes de ser afastada, a presidente Dilma Rousseff havia anunciado um aumento de 9%, que não foi formalizado. O reajuste rebate uma das principais críticas da petista, que dizia mesmo antes de deixar o Planalto que Temer cortaria "até 36 milhões" do programa. Temer também ressaltou que o Bolsa Família "não é para durar até o resto da vida", mas que é necessário, enquanto houver extrema pobreza.
O reajuste médio de 12,5% está sendo anunciado hoje para já ser pago no mês de julho. Serão reajustados os benefícios de 13.805.497 de pessoas. Em junho, o governo gastou R$ 2,2 bilhões com o programa.
Com o decreto, haverá aumento do benefício da linha de extrema pobreza - que passa de R$ 77 para R$ 85 - e pobreza - R$ 154 para R$ 170. A folha de pagamento passará de R$ 2,23 bilhões para R$ 2,5 bilhões.
Ao anunciar o reajuste, Temer enfatizou que o programa não é para "durar até o resto da vida". O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, também ressaltou que o programa também deve pensar em "emancipação", e acusou o governo afastado de ter "esvaziado" a área social por causa de "desacertos na economia". "O Bolsa Família não é para durar até o resto da vida", disse Temer, ao completar: "Enquanto houver extrema pobreza é preciso ter programas dessa natureza".
O presidente interino disse também que o primeiro direito social do cidadão é o emprego, contrapondo-se aos discursos de Dilma, que não era tão enfático ao falar de duração do Bolsa Família. "É um problema também de emancipação. Não pode ser um sonho das pessoas viver no Bolsa Família e não é. É uma maneira de atendê-las na emergência de suas vidas, para que não passem fome", afirma Osmar Terra.
O Bolsa Família não era reajustado há dois anos. Em maio, ainda como presidente, Dilma havia anunciado um aumento de 9%, o que não foi concretizado. "Foi prometido no primeiro de maio e não foi dado", disse o ministro. "É uma preocupação concreta. Não só discurso que não acontece, mas sim discurso com resultado concreto", atacou, também falando em "desacertos econômicos" da petista
O impacto mensal do reajuste do Bolsa Família será de R$ 270 milhões a partir de julho. O índice de 12,5% tem como base o valor médio do benefício pago por família. O MDS chegou a este percentual dividindo R$ 2,5 bilhões pelas 13,8 milhões de famílias que recebem os recursos.
No entanto, o aumento por categoria foi mais baixo do que os 12%. Aos que estão na faixa da extrema pobreza, pobreza, e benefício básico, o reajuste será de 10,39%; os jovens terão aumento de 9,52%; e as crianças de zero a 15 anos, gestantes e nutrizes de 11,43%.
Na agenda oficial do presidente interino, o evento no fim desta manhã seria para liberar recursos na educação básica e superior. Uma hora antes de a cerimônia começar, foi incluído o anúncio do reajuste do Bolsa Família.
Dilma havia anunciado um reajuste de 9% no programa em manifestação no Dia do Trabalho em São Paulo, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entretanto, o aumento não aconteceu.
Convocada por Dilma para atacar a área social do governo Temer, Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social de Dilma, dizia em discursos a beneficiários que a filosofia da gestão interina seria "os 36 milhões que se virem", em referência a pessoas que seriam excluídas do Bolsa Família.
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