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Porto Alegre, terça-feira, 28 de junho de 2016. Atualizado às 09h42.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

28/06/2016 - 09h42min. Alterada em 28/06 às 09h42min

Banco Central vê mais inflação neste ano e revisa previsão de queda do PIB

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta terça-feira (28) pelo Banco Central, mudou a ênfase da diretoria colegiada da instituição ao falar da adoção de medidas necessárias para assegurar o cumprimento do regime de metas. Agora, essas ações não mais se dirigem aos preços em 2016, sendo apenas relacionadas à convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017.
Para 2016, o BC passou a ver que a inflação subirá 6,9%, acima da conta anterior de 6,6%. Para o fim de 2017, o relatório prevê uma inflação de 4,7% no cenário de referência. Por isso, o documento manteve a avaliação de que "o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias". O BC considera que há avanços no combate à inflação, mas ressalta que a sua continuidade depende de ajustes - principalmente fiscais - na economia brasileira.
Até o relatório de março, escrito ainda sob o comando de Alexandre Tombini, o BC dizia que adotaria essas medidas necessárias também para circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016. Agora, o primeiro documento de Ilan Goldfajn deslocou a frase sobre a adoção de medidas, relacionando-as à promessa de entregar a inflação no centro da meta no próximo ano.
"O Comitê de Política Monetária (Copom) buscará circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo CMN em 2016 e adotará as medidas necessárias de forma a assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017", diz o relatório.
A mudança decorre do prazo necessário para que as ações de política monetária tenham efeito na dinâmica de preços do País. De acordo com a literatura econômica, essa transmissão leva de seis a nove meses para acontecer. Portanto, qualquer medida adotada pelo Copom a partir de agora só deve impactar mesmo a inflação do próximo ano.
O economista-chefe da Infinity, Jason Vieira, afirmou em nota que o documento do BC sinaliza uma postura mais dura em relação ao combate à inflação. "Concluímos que os juros devem permanecer inalterados até a reunião de outubro, no mínimo", diz. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.
Com a melhora das expectativas para a economia depois do afastamento da posse do presidente exercício Michel Temer, o Banco Central revisou ligeiramente a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) para 2016. A estimativa de recuou do PIB passou de 3,5% para 3,3%. É a primeira melhora depois de sucessivas revisões para baixo do atividade econômica no Brasil.
O resultado previsto para 2016 pelo Banco Central sinaliza uma melhora do PIB em relação a 2015, quando o crescimento da economia caiu 3,8%. Esse melhora nas previsões foi influenciada, entre outros fatores, pela menor queda esperada para a indústria. O recuo projetado para o PIB da indústria é agora de 4,6%, ante um recuo de 5,8% estimado anteriormente.
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