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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de junho de 2016. Atualizado às 16h57.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

27/06/2016 - 16h58min. Alterada em 27/06 às 16h58min

Pessimismo diminui, mas produção industrial gaúcha segue em baixa

A produção e o emprego permanecem em baixa na indústria gaúcha, e a ociosidade continua alta no setor. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pela Sondagem Industrial de maio, da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).
Apesar de pouco animadores, esses resultados mostram, porém, que não há acúmulo de estoques e a percepção dos industriais gaúchos sobre a situação atual, bem como as perspectivas, ficaram menos negativas.
“A recuperação tende a ser gradual, alguns indicadores já começam a mostrar sinais de que a recessão perde intensidade e a falta de confiança começa a diminuir”, afirma o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
O novo recuo dos estoques de produtos finais apresentado na Sondagem de maio consolida o ajuste, apurado no mês anterior. Isso se reflete no indicador que mede em relação ao nível planejado pelos industriais: caiu de 49,9 em abril para 49,4 pontos no mês, o menor valor desde junho de 2010.
A explicação para a redução dos estoques nas indústrias pode se dar por dois fatores, um positivo e outro negativo, explica Müller: "Por um lado, a queda na produção diminuiu o acumulo de estoques. Por outro lado, o Real mais desvalorizado aumenta a competitividade externa e a reduz a entrada do produto importado no mercado interno”. Sem produção estocada, a indústria gaúcha tem um entrave a menos para produzir no curto prazo.
Mesmo que tenham aumentado na comparação com abril, os indicadores de atividade, abaixo dos 50 pontos, denotam contração. A produção industrial atingiu 45,8 pontos, cinco acima do mês anterior, o que só significa retração menos intensa. O mesmo vale para o emprego que, em queda há 25 meses, registrou 44,9 pontos em maio ante 43,3 em abril.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI), outro indicador importante na Sondagem Industrial, aponta que o grau médio cresceu um ponto percentual relativamente a abril e alcançou 65%, mas é o mais baixo patamar para maio desde 2011. A alta ociosidade no mês é confirmada pelo indicador de UCI em relação ao usual, que subiu de 33 para 34,6 pontos, mantendo-se bem abaixo dos 50, que representam o nível normal.
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