Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 24 de junho de 2016. Atualizado às 00h21.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

Notícia da edição impressa de 24/06/2016. Alterada em 23/06 às 23h40min

Clima atípico prejudica as pastagens no Rio Grande do Sul

Geadas e queda das temperaturas no outono afetaram os campos

Geadas e queda das temperaturas no outono afetaram os campos


NABOR GOULART/AGÊNCIA FREELANCER/JC
Os gaúchos tiveram um outono atípico, com uma sequência de semanas de temperaturas muito baixas e de vários dias com formação de geada e períodos prolongados de baixa intensidade solar, condições climáticas que trouxeram efeitos negativos às pastagens. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater, nesta quinta-feira, o campo nativo apresenta aspecto mais fibroso, com redução da taxa de crescimento de forragem e diminuição da qualidade, devido à queda das temperaturas e à formação de geadas em alguns locais, o que provoca o crestamento das pastagens e compromete a sua digestibilidade.
"A partir dessa época, é importante o fornecimento de sal proteinado aos animais, para suprir a deficiência nutricional, resultante da redução da qualidade das espécies forrageiras do campo nativo", comenta o diretor técnico da Emater, Lino Moura.
As pastagens cultivadas de inverno estão se desenvolvendo lentamente, pois as condições climáticas no momento são desfavoráveis, de acordo com a Emater. "A expectativa de uma sequência de dias ensolarados, se confirmada, proporcionará um quadro melhor, com o aumento da taxa de crescimento das pastagens. Em várias regiões, o excesso de chuvas também trouxe alguns transtornos durante a fase de plantio", salienta Moura.
As pastagens cultivadas de aveia e azevém implantadas no cedo estão sendo pastoreadas. Os técnicos da Emater consideram ótimo o desenvolvimento delas em função do calor e do bom regime de chuvas de março e abril. No entanto, a aveia também sofreu com as grandes geadas e tem sua qualidade comprometida.
Os produtores que realizam a integração lavoura-pecuária já estão com aveia e azevém em desenvolvimento; e, em locais que o plantio aconteceu mais no cedo, é possível o pastoreio. Porém, em algumas áreas, os extensionistas observam que poderá ser insuficiente o tempo de permanência dos animais para um adequado ganho de peso até a época recomendada pelo zoneamento agrícola para o novo plantio de soja. Em outros pontos, as pastagens de inverno estabelecidas estão sendo utilizadas, mesmo sem terem atingido o porte ideal, fato que pode comprometer o seu potencial produtivo.

Plantio do trigo já atinge 40% da área projetada para o Rio Grande do Sul

Com as condições de umidade do solo favorável, os produtores gaúchos avançaram na semeadura da cultura do trigo, atingindo 45% do total previsto, segundo a Emater. As primeiras áreas implantadas apresentam desenvolvimento razoável com emergência em duas etapas, conferindo aspecto desuniforme às lavouras. Estas áreas foram implantadas com umidade do solo um pouco acima da ideal no final de maio e primeiros dias de junho.
Parte das lavouras semeadas recentemente enfrentou aproximadamente 15 dias sem chuvas, preocupando os produtores. Com o retorno das chuvas, mesmo de baixa intensidade, boa parte do risco foi minimizado. Entretanto, alguns municípios não foram contemplados com volumes adequados de precipitações, gerando grande expectativa quanto ao estabelecimento da cultura. Práticas como adubação nitrogenada aguardam a incidência mais expressiva de chuvas para o aumento da umidade do solo.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia