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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 00h04.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 22/06/2016. Alterada em 21/06 às 21h57min

CNI pede reabertura do Refis com mais prazo

 Robson Braga de Andrade, presidente da CNI e empresários participam de reunião com  Henrique Meirelles, ministro da Fazenda

Robson Braga de Andrade, presidente da CNI e empresários participam de reunião com Henrique Meirelles, ministro da Fazenda


MIGUEL ÂNGELO/CNI/DIVULGAÇÃO/JC
Um dia após o governo ter chegado a um acordo com os estados sobre a dívida com a União, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi ao Ministério da Fazenda pedir carência para a quitação de débitos tributários das empresas com o governo federal por meio da reabertura de um Refis com novos prazos de pagamento. A entidade apresentou cinco propostas emergenciais para o setor e uma agenda de outras 119 medidas sem impacto fiscal que os industriais pretendem negociar com o governo.
"Assim como houve com os estados, acreditamos que o governo pode dar um prazo para a indústria conseguir organizar seus pagamentos. Muitas empresas estão com dificuldade em tomar crédito porque têm problemas na Receita Federal. Por isso, propomos remodelar o Refis que já existe para que essas firmas possam voltar a ficar adimplentes", disse o presidente da CNI, Robson Andrade, após encontro com o ministro Henrique Meirelles.
A CNI também defendeu uma alíquota de 3% para o Reintegra (programa pelo qual o governo devolve às empresas percentual relativo às receitas obtidas com exportação de produtos industrializados), além de medidas que garantam o seguro das exportações do setor.
"O Brasil não tem programa de seguros para as exportações e, muitas vezes, nós exportamos para credores que não têm tanta segurança e o mundo está vivendo também situações de conflito, com situações de altos e baixos dependendo da região do planeta", enfatizou o presidente da CNI.
A entidade pediu ainda que o governo estude a liberação de parte dos compulsórios bancários de forma a abrir espaço para o incremento nas concessões de financiamento aos embarques de produtos para o exterior e para o capital de giro das empresas. Os industriais também querem um aumento no prazo para que as empresas recolham seus tributos mensalmente. Hoje, esse prazo vai do dia 1 ao dia 20 de cada mês, e o pleito é que seja estendido até o dia 30.
"Além das cinco propostas emergenciais, apresentamos 119 medidas sem impacto fiscal para termos uma agenda de trabalho constante com o governo. Apesar de não terem impacto fiscal, essas medidas têm efeito grande na economia. A retomada da indústria, inclusive, ajuda o governo a recuperar a arrecadação", argumentou o executivo.
De acordo com ele, Meirelles não deu nenhuma sinalização sobre prazos ou certeza sobre a implementação dessas sugestões, mas disse que o ministério irá fazer as contas para todas elas. Além da CNI, estiveram presentes ao encontro outras 22 entidades setoriais da indústria, representando estados e segmentos de produção.

Gastos com energia, capital de giro e impostos elevaram custos em 2,2%

O Indicador de Custos Industriais aumentou 2,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao último trimestre de 2015. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve uma desaceleração do aumento dos custos industriais. No período imediatamente anterior, a alta ficou em 3,2%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, o indicador subiu 12,3%.
De acordo com a CNI, a indústria conseguiu repassar a alta dos custos do primeiro trimestre para os preços. O índice de preços manufaturados (IPA - indústria de transformação) teve alta de 2,2% nos primeiros três meses deste ano em relação ao último trimestre de 2015. "Isso indica estabilidade na margem de lucro da indústria", diz a pesquisa.
Para a CNI, o aumento de 2,2% do início deste ano foi puxado pelas altas nos custos de energia, com capital de giro e tributos. A conta de energia da indústria subiu 8,7%, os custos com capital de giro aumentaram 5,7% e os com tributos cresceram 4,2% no primeiro trimestre de 2016 em relação ao último trimestre de 2015.
Os custos de produção, formados por despesas com pessoal, com energia e com bens intermediários, tiveram alta de 1,7% no primeiro trimestre em relação ao período imediatamente anterior.
Segundo a CNI, o trabalho ressalta que o aumento de 2,2% nos custos prejudicou a competitividade da indústria brasileira no mercado externo. Isso porque os preços em reais dos insumos importados caíram 2,3% e os valores em reais dos manufaturados nos Estados Unidos ficaram estáveis no primeiro trimestre.
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