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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de junho de 2016. Atualizado às 08h27.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

16/06/2016 - 08h27min.

Bolsas asiáticas fecham em queda após decisões do BoJ e Fed, com Brexit no radar

As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta quinta-feira (16), após o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) não mexer em sua política monetária e nem anunciar medidas de estímulos adicionais em meio a preocupações com a possibilidade de o Reino Unido sair da União Europeia em uma votação que ocorrerá na próxima semana. Além disso, o número de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) que estimam apenas uma alta de juros neste ano aumentou, um sinal de que o desempenho das economias dos EUA e mundial têm gerado cautela.

Apesar da tendência sem brilho no crescimento e do enfraquecimento de preços do Japão, o BoJ manteve sua taxa de depósito em -0,1% por 7 votos a 2 e manteve a meta de compra de ativos em 80 trilhões de ienes por ano.

A decisão do BoJ decepcionou os investidores, o que gerou uma forte demanda por ativos de segurança, como o iene, que avançou mais de 2% em relação ao dólar e atingiu o maior nível em dois anos. Tal movimento pressionou as empresas exportadoras e contribuiu para as perdas do índice japonês. O Nikkei, índice que reúne as empresas mais negociadas na capital do Japão, caiu 3,1%, a 15.434,14 pontos. Apenas nesta semana, o índice já perdeu 7,0%.

A falta de ação gerou ainda mais pessimismo, uma vez que os dirigentes do BoJ indicaram que queriam estocar munição em caso de o Reino Unido decidir se desvincular da União Europeia, em seu plebiscito em 23 de junho. Eles estavam preocupados de que mesmo que o banco agisse nesta semana, seu impacto fosse atenuado se um "Brexit" sacudisse os mercados financeiros globais, de acordo com fontes próximas ao banco. O BoJ ficaria sem munição para lidar com a turbulência. Sem o anúncio de estímulos, tais preocupações aumentaram.

Na sua declaração de política monetária, o BoJ disse que os riscos para as perspectivas econômicas incluem incertezas em economias emergentes e exportadores de commodities - particularmente na China -, o impacto de um aumento de juros nos EUA nos mercados financeiros globais, as perspectivas em relação aos problemas da dívida da Europa, a atividade econômica, bem como os riscos geopolíticos. Em meio a isto, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,5%, a 2.872,82 pontos, enquanto a Bolsa de Shenzhen caiu 0,2%, a 1.885,44 pontos. Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, caiu 2,0%, a 20.057,97 pontos.

Além disso, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) manteve ontem a taxa de juro entre 0,25% e 0,50%. Em sua declaração, o Fed observou que a taxa de desemprego tinha caído para 4,7%, mas os "ganhos de emprego diminuíram". A presidente do Fed, Janet Yellen, disse em uma coletiva de imprensa que o plebiscito no Reino Unido também foi um dos fatores da decisão de quarta-feira.

Outro destaque foi o gráfico de pontos do Fed de projeções de taxas futuras, que indicou que ainda existe uma maior probabilidade de dois movimentos antes do final de 2016, mas as dúvidas aumentaram se isso realmente vai acontecer, uma vez que agora seis dirigentes preferem que tenha apenas uma alta, o que sinaliza uma preocupação maior com a economia dos EUA e global. Anteriormente, apenas um dirigente era a favor de um aumento.

Pequenos mercados da Ásia também mostraram desempenho negativo. Foi o caso do índice sul-coreano Kospi, que teve perda de 0,86% em Seul, a 1.951,99 pontos, e do Taiex, que recuou 1,30% em Taiwan, a 8.494,14 pontos. Por outro lado, o filipino PSEi subiu 0,84% em Manila, a 7.564,47 pontos.

Em Sydney, na Oceania, o australiano S&P/ASX 200 fechou em leve baixa de 0,02%, a 5.145,98 pontos. Por lá, foi divulgado hoje que a taxa de desemprego sazonalmente ajustada da Austrália ficou inalterada em 5,7% em maio, em linha com as expectativas do mercado.
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