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Porto Alegre, sábado, 11 de junho de 2016. Atualizado às 10h56.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

11/06/2016 - 10h51min. Alterada em 11/06 às 10h56min

FMI alerta China para riscos de escalada da dívida corporativa

O crescimento da dívida corporativa é um problema sério que vem se agravando na China e que precisa ser combatido se Pequim quiser evitar um risco sistêmico para o país e a economia global alertou David Lipton, vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Enquanto a dívida total da China, de 225% do Produto Interno Bruto (PIB), não é particularmente alta para os padrões globais, sua dívida corporativa é de aproximadamente 145% do PIB, alta sob qualquer medida, avalia o FMI.
"A escalada da dívida corporativa é um problema chave na economia chinesa", afirmou Lipton durante uma conferência na cidade chinesa de Shenzhen no sábado. "A dívida corporativa permanece um problema sério e crescente o qual deve ser endereçado imediatamente com um compromisso de reformas", concluiu.
A experiência de países que viram uma massiva elevação da dívida no passado mostra a necessidade de agir rapidamente e lidar de forma eficaz tanto com credores como devedores, disse Lipton. Ele considerou que é preciso atacar problemas de governança no setor bancário os quais levam ao surgimento desse problema.
Uma característica definidora da situação da China são suas companhias estatais, as quais, segundo os cálculos do FMI, são responsáveis por 55% da dívida corporativa mas produzem apenas 22% do ganho econômico.
Num ambiente de desaceleração do crescimento econômico, a queda nos lucros e alta do endividamento limitam a capacidade das companhias de pagar fornecedores e quitar dívidas. Lipton destacou que isso eleva a inadimplência nos bancos. Ele considerou que uma "estimativa conservadora" seria de que o nível de inadimplência da dívida corporativa alcance até 7% do PIB chinês.
"O 'boom' do crédito do ano passado apenas aumenta o problema", declarou Lipton. Na avaliação dele, muitas estatais já estão "respirando por aparelhos".
A conversão de dívida em ações pode ter um papel na redução do endividamento, mas os bancos precisam estar preparados para conduzir uma triagem e ter autoridade para discernir entre companhias que podem ser salvas e outras que devem falir, disse ele. Lipton ainda questionou a proposta do governo chinês de fundir companhias estatais fortes com empresas frágeis. Para ele isso não só não resolve o problema como mina a rentabilidade das boas companhias.
"A lição que a China precisa internalizar se quiser evitar um ciclo de expansão de crédito, inadimplência e reestruturação é melhorar a governança corporativa", afirmou Lipton. Ele defendeu o fortalecimento da lei e de sistemas de transparência e pediu ainda um fim aos subsídios para companhias com conexões no governo.
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