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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de junho de 2016. Atualizado às 08h15.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

10/06/2016 - 08h15min. Alterada em 10/06 às 08h15min

Bolsa de Tóquio e outras asiáticas fecham em baixa com preocupações com economia

A Bolsa de Tóquio e outras asiáticas encerraram em baixa nesta sexta-feira (10) com as ações pressionadas pelo iene forte, incertezas sobre a saúde da economia global, em especial nos EUA, e cautela antes de eventos importantes nas próximas semanas.
O Nikkei, índice que reúne as empresas mais negociadas na capital do Japão, caiu 0,40%, a 16.601,36 pontos. Na semana, o índice acumula perda de 0,20%.
A Bolsa do Japão abriu em queda e permaneceu em território negativo durante todo o pregão. O iene mais forte que o dólar pesou sobre as ações das empresas, principalmente as exportadoras. Entre as maiores quedas, destaque para as ações da mineradora Sumitomo Metal Mining, que caíram 5,3% e as da siderúrgica JFE Holdings, com queda de 3,1%.
Preocupações persistem sobre o ritmo do crescimento do emprego nos EUA, além do pessimismo em torno da economia global, principalmente depois que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, cobrou ontem a execução de reformas estruturais dos governos europeus para que a economia possa voltar a crescer. Ele alertou que as repetidas tentativas para tornar a Europa a economia mais competitiva e dinâmica do mundo "têm produzido apenas resultados escassos", o que gerou incertezas em relação às medidas que o banco central têm tomado para impulsionar a economia.
Neste cenário, houve uma busca maior por ativos de segurança, o que levou a forte queda dos juros dos títulos governamentais em todo o mundo.
Eventos importantes nas próximas semanas também pesaram no humor dos investidores. Nos dias 15 e 16 de junho, dirigentes do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) se reúnem para a reunião de política monetária. O mercado anseia por mais medidas de estímulos, mas teme que nada possa ser anunciado. Nos dias 14 e 15 de julho, o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) se reúne para decidir o rumo das taxas de juros.
Além disso, muitos investidores também estão começando a se abster de apostas agressivas à frente de grandes acontecimentos políticos nas próximas semanas, incluindo o referendo do Reino Unido no final deste mês sobre a possibilidade de o país deixar a União Europeia e a eleição para a câmara alta do Parlamento japonês no dia 10 de julho.
Outros mercados asiáticos também fecharam em queda. Em Hong Kong, o mercado voltou a operar depois de ficar fechado na quinta-feira, com o índice Hang Seng caindo 1,20%, aos 21.042,64 pontos. A Bolsa de Xangai e de Shenzhen continuaram fechadas devido ao feriado do Dragon Boat Festival.
Na Coreia do Sul, o índice sul-coreano Kospi teve perda de 0,32% em Seul, a 2.017,63 pontos, o filipino PSEi caiu 0,35% em Manila, a 7.509,94 pontos, e o Taiex, por outro lado, avançou 0,41% em Taiwan, aos 8.715,48 pontos.
Em Sydney, na Oceania, o australiano S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,92%, a 5.312,60 pontos, pressionado pelas mineradoras diante do dólar mais forte, com destaque para os papéis da Rio Tinto, com queda de 3,17% e da BHP Billiton, que recuou 4,23%, penalizados ainda com a notícia divulgada ontem que a Polícia Federal do Brasil indiciou um funcionário da mineradora Vale dentro do inquérito que apura o rompimento da barragem da Samarco - controlada pela empresa e pela BHP Billiton. O acidente ocorreu no município de Mariana (74km da capital mineira), no dia 5 de novembro do ano passado. Em janeiro de 2015, a PF já havia indiciado a Vale, a Samarco, a empresa de consultoria VogBr e técnicos. Não havia, porém, funcionários da Vale na lista.
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