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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de junho de 2016. Atualizado às 15h24.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

09/06/2016 - 15h25min. Alterada em 09/06 às 15h25min

Itaú Unibanco revisa projeção de queda do PIB de 2016, de 4,0% para 3,5%

A expectativa em relação ao início das reformas consideradas necessárias para a recuperação da economia brasileira levou o Itaú Unibanco a revisar as premissas que sustentam algumas de suas projeções e, com isso, anunciar novas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB), o câmbio e contas do governo em 2016 e 2017. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, 9, o banco afirma que as "reformas começam a ganhar forma", ao se referir ao anúncio federal de criar um teto para o crescimento dos gastos públicos e à reforma da Previdência. Porém, incertezas ainda existem.
O relatório elaborado pelo Departamento de Pesquisa Macroeconômica do banco aponta que o PIB brasileiro deve encolher 3,5% neste ano, e não mais 4%, como previsto anteriormente. Para 2017, a projeção de crescimento de 1% foi mantida.
No documento, o Itaú Unibanco destaca que os "últimos dados de atividade econômica surpreenderam positivamente". "A indústria pode iniciar uma recuperação a partir do segundo semestre, mas o mercado de trabalho deve continuar se enfraquecendo, devido às defasagens com que reage à atividade econômica", explica. Indicadores antecedentes e de confiança também sinalizam recuperação. Apesar disso, se confirmadas as projeções do banco, a taxa de desemprego deve atingir 12,5% no final deste ano e 13% em 2017.
A previsão para a inflação também foi revisada. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar o ano em 7,2%, e não mais em 6,9%. A nova projeção, segundo o documento, decorre da maior pressão nos preços dos alimentos. A projeção para a alta dos preços livres subiu de 7,1% para 7,5%. No caso dos preços administrados, a previsão de alta foi mantida em 6,5%. A expectativa do IPCA para 2017 também ficou inalterada, em 5,0%.
A projeção quanto à trajetória do dólar também mudou. Para o fim de 2016, ela foi reduzida de R$ 3,75 para R$ 3,65. No caso do fim de 2017, o número passou de R$ 3,95 para R$ 3,85. "A mudança reflete o cenário externo mais benigno em função do possível adiamento da alta de juros nos Estados Unidos", explica o Itaú Unibanco.
As projeções para o resultado primário passaram de -1,7% para -2,4% do PIB, no caso de 2016, e de -1,0% para -1,5% do PIB, para 2017. "A meta de resultado primário do setor público consolidado de 2016 foi revista de -1,5% para -2,6% do PIB", aponta o documento.
Embora considere novas premissas, o banco salienta que o avanço de reformas depende de um consenso político, o qual ainda é cercado de incertezas. É o caso, por exemplo, do futuro da proposta federal de estabelecer um limite constitucional para o crescimento dos gastos públicos. "Se aprovado no Congresso, o teto para os gastos restringirá o crescimento do gasto público primário federal à inflação do ano anterior, permitindo, assim, que a despesa pública reverta a trajetória ascendente dos últimos 20 anos", ressalta o banco, após lembrar que ainda existem "incertezas acerca do consenso político para aprovar as medidas fiscais propostas, pelo menos em seu desenho original."
Diante do aumento das despesas, a dívida bruta deve alcançar 72% do PIB em 2016 e subir para 76% em 2017. A estimativa, segundo o relatório, considera o repasse de R$ 40 bilhões este ano e R$ 30 bilhões em 2017 da dívida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) com o Tesouro Nacional.
O banco também projeta que o superávit comercial alcançará US$ 52 bilhões em 2016 e US$ 55 bilhões em 2017. As previsões não foram alteradas.
Para a conta corrente, a expectativa é de um déficit de US$ 15 bilhões em 2016 e de US$ 7 bilhões em 2017.
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