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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de junho de 2016. Atualizado às 08h21.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

09/06/2016 - 08h22min.

Bolsas asiáticas recuam após inflação na China e corte de juros na Coreia do Sul

Em dia de feriado na China, Hong Kong e em Taiwan devido ao Dragon Boat Festival - que mantém os mercados acionários fechados nesta quinta-feira e amanhã -, as bolsas asiáticas foram penalizadas com o dólar fraco e dados decepcionantes na China. Os investidores repercutiram também um corte surpresa na taxa de juros da Coreia do Sul.

Em um movimento que surpreendeu os mercados, o Banco Central da Coreia do Sul cortou sua taxa de juros para uma nova mínima recorde com o intuito de dar apoio à economia. A autoridade monetária reduziu a taxa em 25 pontos-base para 1,25%, em resposta à crescente pressão para flexibilizar a política e estimular o crescimento. Foi o primeiro corte em um ano.

A decisão decepcionou as expectativas de mercado de que o banco manteria as taxas inalteradas neste mês e esperaria até julho para combinar um movimento de flexibilização com estímulo fiscal por parte do governo, o que gerou preocupação com a saúde econômica mundial, que pode estar pior do que o mercado estima. Diante disso, o índice sul-coreano Kospi teve perda de 0,14% em Seul, a 2.024,17 pontos. O índice filipino PSEi caiu 2,41% em Manila, a 7.536,65 pontos.

Na quarta-feira, o ministro das Finanças sul-coreano disse que o governo e o banco central vão criar um fundo US$ 9,50 bilhões para apoiar os dois bancos estatais mais expostos às empresas de transporte e construção naval, setores que serão reestruturados, informou a Reuters.

De acordo com o JP Morgan, o Banco Central da Coreia do Sul pode cortar mais uma vez sua taxa básica neste ano, para um recorde de baixa de 1% se esta reestruturação levantar novos riscos descendentes para o crescimento. "É provável que este corte ocorra no quarto trimestre, mas ainda a condição de um processo de reforma seria doloroso o suficiente para colocar novos riscos descendentes para o segundo semestre nas perspectivas de crescimento", disse o banco em nota.

Outras notícias que elevaram as preocupações com a economia global foram os novos dados de inflação na China, divulgados ontem à noite.

A inflação ao consumidor da China desacelerou em maio, perdendo fôlego pela primeira vez em sete meses, ficando ainda mais longe da meta do governo. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 2,0% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, em um ritmo mais lento que a alta de 2,3% observada em abril, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas. Economistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam, em média, um ganho de 2,2%. O resultado permanece abaixo da meta de inflação do governo de 3% no ano, dando espaço para os dirigentes do banco central flexibilizaram a política monetário em meio à desaceleração econômica.

Já índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) recuou 2,8% em maio, na comparação com o mesmo período de 2015, ante um recuo mensal de 3,4% em abril. A queda do indicador em maio foi melhor que o recuo de 3,3% previsto pelo mercado.

Em Sidney, na Oceania, o australiano S&P/ASX 200 fechou em leve baixa de 0,15%, a 5.361,94 pontos, pressionado por setores de energia. No entanto, os preços das commodities - na maior parte negociados em dólares - foram beneficiados pela moeda fraca, o que favoreceu um impulso a mineradoras, como a Rio Tinto e a BHP Billinton, que fecharam em alta de mais de 0,50%, limitando as perdas.
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