Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 06 de junho de 2016. Atualizado às 17h06.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

06/06/2016 - 17h06min. Alterada em 06/06 às 17h06min

Petróleo fecha em alta com sinais de menor oferta e de juros baixos nos EUA

Os preços do petróleo voltaram a subir na sessão desta segunda-feira (6) influenciados por indícios de problemas na oferta no Canadá e na Nigéria.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho fechou em alta de 2,20% (+US$ 1,07), a US$ 49,69 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para agosto avançou 1,83% (+US$ 0,91), para US$ 50,55 por barril.
A alta do petróleo chegou a ser reduzida durante o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, nesta tarde, que não descartou uma aumento de juros na reunião de política monetária prevista para este mês. Entretanto, "seu reconhecimento dos dados fracos de geração de empregos em maio e das consequências de uma possível saída do Reino Unido da União Europeia sobre a política monetária dos EUA levou a especulações de que o aumento de juros pode ser postergado mais", disse Fawad Razaqzada, da Forex.com.
Juros baixos por mais tempo tendem a alimentar o apetite dos investidores por risco, em busca de retornos mais atraentes.
Além disso, a oferta de petróleo na Nigéria continua a ser afetada pelos ataques de militantes nigerianos, mesmo após a Exxon Mobil retirar uma suspensão de serviços por eventos que não podia controlar (force majeure) em Que Iboe na última sexta-feira.
Na última semana, o ministro do Petróleo da Nigéria, Emmanuel Ibe Kachikwu, disse que havia se reunido com militantes para tentar impedir futuros ataques que pudessem afetar a produção petrolífera do país. Segundo ele, o trabalho a todo vapor será retomado no terminal de exportação de Forcados até o fim de agosto. A oferta pelo país caiu a mínimas em vários anos, por causa da instabilidade política.
Os problemas recentes de produção na Nigéria e no Canadá retiraram mais de 3 milhões de barris por dia do mercado. Mas os ganhos nos preços foram limitados pela produção dos EUA, que mostrou uma recuperação em levantamentos recentes. Os preços mais altos da commodity fazem alguns produtores dos EUA voltarem ao mercado, segundo analistas.
A pesquisa da Baker Hughes divulgada na sexta-feira mostrou que o número de poços e plataformas em atividade subiu na última semana pela primeira vez em 11 semanas. Caso a tendência continue, isso pode pressionar novamente os preços, com a oferta maior que a demanda, disseram analistas. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia