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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de junho de 2016. Atualizado às 16h22.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

01/06/2016 - 16h22min. Alterada em 01/06 às 16h22min

Crescimento é "modesto" em boa parte dos EUA, diz Livro Bege do Fed

O mercado de trabalho está melhorando na maioria das regiões dos Estados Unidos, o que tem levado os salários a crescer moderadamente para muitos trabalhadores, afirmou o Federal Reserve nesta quarta-feira. A avaliação consta do Livro Bege, sumário das condições econômicas que embasa as decisões de política monetária do banco central norte-americano. Na maior parte dos EUA, o Livro Bege aponta que o crescimento econômico é "modesto".
O relatório aponta que as condições econômicas regionais mostraram que havia um mercado de trabalho com menos ociosidade na maioria dos distritos. O crescimento do emprego e dos salários foi descrito como modesto, com aumentos nos salários "concentrados em áreas de mercado de trabalho com menos ociosidade".
Nos distritos de Atlanta e Richmond, as companhias reportaram que trabalhadores mais capacitados em campos com alta demanda continuam a ser difíceis de encontrar. Além disso, vagas para trabalhadores com poucas habilidades também se mostram mais difíceis de preencher. O distrito de Cleveland apontou que os preços mais altos de construção compensaram o custo maior do trabalho, por causa da melhora do mercado de trabalho.
Uma exceção foi no setor de petróleo, onde o mercado de trabalho está mais fraco, segundo relatos de agentes do setor de energia nos distritos de Atlanta, Cleveland, Dallas, Kansas City e Minneapolis.
De maneira mais geral, o Fed registrou crescimento econômico modesto em seis dos 12 distritos do país. Um distrito descreveu o crescimento como moderado e os demais apontaram desde uma atividade mais fraca até "em geral estável". Vários distritos apontaram que a perspectiva em geral era otimista, com empresas à espera de crescimento ou no mesmo ritmo do atual ou mais forte.
A pesquisa coletou informações sobre o quadro econômico até 23 de maio e é divulgada duas semanas antes da próxima reunião de política monetária do Fed. Dirigentes sinalizaram que, caso vejam a economia em bom estado, podem elevar a taxa de juros na reunião de 14 e 15 de junho ou na seguinte, em 26 e 27 de julho.
A presidente do Fed, Janet Yellen, disse na semana passada que "provavelmente nos próximos meses um movimento [de alta de juros] poderia ser apropriado", dependendo dos dados da economia a serem publicados.
As empresas consultadas reportaram que os gastos com consumo estavam "em alta moderada" em muitas regiões. As indústrias apontaram atividade mista e os bancos viram maior demanda por empréstimos.
As condições de cultivo foram descritas como "promissores em muitos distritos", embora "os baixos preços das commodities tenham continuado a exercer pressão sobre os rendimentos agrícolas."
O setor de energia "permaneceu fraco", mas "contatos em Cleveland e Dallas expressaram otimismo de que os preços de gás natural e petróleo, respectivamente, podem ter saído do piso", disse o relatório.
A inflação parece ter se mantido moderada, com pressões sobre os preços subindo "ligeiramente" na maioria das regiões, de acordo com o relatório. Fonte: Dow Jones Newswires.
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