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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de junho de 2016. Atualizado às 22h56.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 01/07/2016. Alterada em 30/06 às 20h59min

Proibição do tabaco

Uma das receitas da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco para diminuir o consumo de fumo é a erradicação do plantio do tabaco. Só que o problema é que isso teria um impacto grande na economia brasileira. O Brasil é o terceiro maior produtor de tabaco no mundo, atrás apenas da China e da Índia. Os chineses produziram, no ano passado, 3,2 milhões de toneladas métricas do produto, enquanto os indianos produziram 875 mil toneladas. O Brasil, por sua vez, produziu 810 mil toneladas. Ao mesmo tempo, a maior parte do tabaco brasileiro é exportada: 87% da produção vai para fora. Os fumantes não passam de 10% da população brasileira maior de 18 anos.
Cigarro do Paraguai
De acordo com o deputado federal gaúcho Alceu Moreira (PMDB), proibir o plantio de tabaco vai ter efeitos devastadores para os produtores e não irá diminuir o número de fumantes. "Vamos erradicar o plantio e, no dia seguinte, vai reduzir quantos fumantes no Brasil? Se nós não plantarmos nenhum pé de fumo no Brasil, quantos fumantes reduz? Nenhum. Vão continuar fumando cigarro do Paraguai sem nenhum controle fitossanitário, sem qualidade nenhuma", disse.
Dinheiro jogado fora
Na Alemanha, a reciclagem movimenta € 70 bilhões por ano, enquanto no Brasil, o Sistema Único de Saúde gasta US$ 1 bilhão anualmente apenas para tratar de doenças geradas pela existência dos lixões. De acordo com o deputado federal gaúcho Carlos Gomes (PRB), o problema está na falta de interesse do governo com a reciclagem. "Enquanto no Brasil o lixo gera despesa, lá é fonte de riquezas. Com políticas de incentivo à atividade e com a quantidade de resíduos gerados no Brasil 70,6 milhões de toneladas, anualmente seria possível injetar bilhões de reais na nossa economia", assinalou.
O quase convite
O deputado federal gaúcho Giovani Cherini (sem partido) subiu à tribuna para contar a sua história até a expulsão do PDT. "Aprendi a gostar de Leonel Brizola com o meu pai, que me pedia para dar discurso igual. Um dia, disse para ele: mas, pai, não tem ninguém para aplaudir. E ele disse: Eu e o pé de milho aplaudimos", disse. Segundo Cherini, a expulsão do PDT foi sentida até no WhatsApp. "Não pude mais contar com a assessoria da liderança do PDT e imediatamente fui excluído dos grupos de WhatsApp, das comunicações feitas pela bancada/liderança partidária." O protesto de Cherini quase virou um convite quando o deputado federal gaúcho Carlos Gomes (PRB) afirmou: "partido decente não lhe faltará".
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