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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de junho de 2016. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 28/06/2016. Alterada em 27/06 às 21h23min

Financiamento difícil

Edgar Lisboa
As chuvas do início do ano geraram um prejuízo histórico nas lavouras de arroz e soja no Rio Grande do Sul. Agora, produtores e parlamentares estão peregrinando por bancos públicos e ministérios atrás de recursos para estender o prazo de pagamento. A extensão do arroz já está praticamente toda encaminhada. Serão R$ 600 milhões liberados, com um custo de R$ 200 milhões para equalização de juros ao longo de cinco anos. A soja é que é o problema: o refinanciamento total é de R$ 300 milhões, com um custo de R$ 100 milhões. Agora os produtores esperam a reunião do Conselho Monetário Nacional na quinta-feira, que irá decidir sobre a rolagem da dívida. Vai depender do Ministério da Agricultura, já que o dinheiro sairá de seus cofres.
Ministério difícil
Os produtores enviaram o pedido de refinanciamento ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP,), que pediu permissão para o Ministério da Fazenda. É a velha dificuldade de fazer a equipe econômica abrir a mão. "A Fazenda resiste em liberar as prorrogações", disse o deputado federal gaúcho Luis Carlos Heinze (PP). Prefeitos se perguntam o porquê das dificuldades. "Maggi pediu para os dois, mas a Fazenda só liberou para o arroz. Não dá para entender, já que o arroz e a soja são plantados na mesma região e têm os mesmos problemas", disse o prefeito de Lavras do Sul, Alfredo Maurício Borges (PP). As chuvas de março e abril deste ano causaram prejuízo de 35% na lavoura da soja no município de 7,6 mil habitantes no Sudoeste gaúcho.
Calamidade imensa
A segurança pública poderá ter mudanças no futuro. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara aprovou uma proposta de emenda à Constituição que coloca a área no rol de competências comuns da União, estados e municípios. Para o deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB), é o primeiro passo para a criação de um "SUS da segurança". "Talvez aí estejam as preliminares do Sistema Único de Segurança Pública. Embora a competência comum ainda não resolva, ainda não incida exatamente sobre esse tema e sobre essa questão, desde logo, abre espaço, abre o cenário e o debate para que nós criemos o Sistema Único de Segurança Pública", afirmou. Fogaça considera urgente repensar a área. "A calamidade, a crise, as dificuldades são imensas, e é preciso que algo se faça. É preciso que os recursos federais sejam aportados aos governos estaduais para se criar políticas públicas de segurança, com territórios de paz nas comunidades, com o aumento do contingente tanto das Polícias Militares quanto da Polícia Civil e, também, recursos para formação e qualificação de mão de obra e integração de equipamentos, que podem propiciar uma nova realidade em segurança pública no Brasil."
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