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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de maio de 2016. Atualizado às 13h36.

Jornal do Comércio

Política

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Protestos

24/05/2016 - 21h20min. Alterada em 25/05 às 13h37min

Manifestantes voltam as ruas de Porto Alegre contra o governo de Michel Temer

Mais de 25 mil manifestantes se reuniram no Centro da Capital, segundo os organizadores

Manifestantes se reuniram no centro, segundo organizadores foram mais de 25 mil pessoas


CASSIANA MARTINS/JC
Alberi Neto
Por volta das 18h horas desta terça-feira (24) manifestantes pintavam faixas espalhadas pelo chão onde pediam a saída do governo interino de Michel Temer. Pouco tempo depois, a Esquina Democrática, no Centro Histórico de Porto Alegre, estava lotada, com diversas faixas exibindo frases como “Temer não, eleições gerais já”, “A mulherada tá na rua para lutar” e “o pré-sal é nosso”. Um manifestante carregava uma foto da presidente afastada Dilma Rousseff estampando a pergunta “que horas ela volta?”.
Segundo organizadores, 25 mil pessoas estiveram no ato. A Brigada Militar (BM) informou que não fez estimativa de público. Essa é a quarta manifestação realizada na Esquina Democrática desde que Temer assumiu a presidência, em 12 de maio. O ato foi organizado por diversos movimentos, como Frente de Lutas Contra o Golpe, Frente Brasil Popular (FBP), União Nacional dos Estudantes (UNE), União da Juventude Socialista (UJS), Levante Popular da Juventude e o coletivo Kizomba. Integrantes da ocupação Lanceiros Negros receberam apoio dos manifestantes, que entoaram "Lanceiros negros é meu amigo. Mexeu com eles mexeu comigo". A ocupação que fica no centro de Porto Alegre devia ter sofrido uma reintegração de posse na manhã desta terça-feira (24), que foi suspensa por uma liminar judicial.
Entre os manifestantes estava o possível candidato à prefeitura de Porto Alegre pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Raul Pont, que falou sobre a situação política do País. “Os últimos dois dias mostram como existe um golpe no Brasil. Essas gravações das conversas do Romero Jucá o fizeram praticamente um réu confesso”, opinou o petista. “Dilma não foi condenada por problemas contábeis ou descumprimento de metas, a conversa mostra que foi um jogo político. Não há combate contra a corrupção, foi uma derrubada de governo.”
Pont também criticou o governo interino por tomar “medidas impopulares, que afetam diversas conquistas sociais” e elogiou os protestos por serem “puxados pela juventude”. Pont criticou ainda a possível reforma na Previdência, alegando que “num país como o Brasil, muitos irão morrer sem usufruir daquilo que contribuíram durante a vida”.
No ato, um grupo de mulheres batucou em latas de tinta palavras de ordem como “contra o golpe” e “empurra o Temer que ele cai”. Uma grande faixa preta trazia o nome do grupo, a Frente das Minas Contra o Golpe. As manifestantes condenavam o governo de Temer como um “golpe misógino”, devido à ausência de mulheres no comando de ministérios.
Pouco depois das 19h, os manifestantes iniciaram a marcha pelo centro da capital bradando o principal canto dos atos: “Não vai ter golpe, vai ter luta.” Seguindo pela Avenida Borges de Medeiros, o grupo parou em frente ao prédio da ocupação Lanceiros Negros por alguns minutos, depois seguiu em caminhada pela região central da cidade, passando pelo bairro Cidade Baixa. O grupo ainda seguiu até a avenida Erico Verissimo e depois bloquearam o trânsito da avenida Ipiranga. Uma virada cultural marcou o fim do protesto no Largo Zumbi dos Palmares. 

Confira como foi a manifestação

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