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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de maio de 2016. Atualizado às 08h20.

Jornal do Comércio

Política

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Novo governo

Notícia da edição impressa de 20/05/2016. Alterada em 20/05 às 08h20min

Protesto contra Temer reúne milhares na Capital

Multidão se encontrou na Esquina Democrática e depois saiu em caminhada pelo Centro e Cidade Baixa

Multidão se reuniu na Esquina Democrática e depois saiu em caminhada


GIOVANNA K. FOLCHINI/JC
Alberi Neto
Milhares de pessoas protestaram contra o presidente interino Michel Temer (PMDB) e o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), considerado um "golpe" pelos ativistas, na noite desta quinta-feira em Porto Alegre.
Foi a terceira manifestação desde que Temer assumiu o Planalto. Militantes de partidos políticos, centrais sindicais, estudantes, professores, artistas e outros ativistas se reuniram na Esquina Democrática e depois saíram em caminhada até o bairro Cidade Baixa. A passeata ocupou as faixas da pista da avenida João Pessoa, no sentido Centro Histórico-bairro, em vários quarteirões até a Venâncio Aires. Segundo os organizadores, mais de 20 mil pessoas participaram do ato.
Das bandeiras que tremulavam, se destacavam as da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União da Juventude Social (UJS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional do Estudantes (UNE) e Levante Popular da Juventude, além dos partidos PT e PCdoB. Entre as palavras de ordem, "Vem! Vem! Vem pra rua, vem! É contra o golpe" e "Nem recatada! E nem do lar! A mulherada tá na rua é pra lutar!".
Organizado pela recém-criada Frente de Lutas Contra o Golpe, o ato teve como pauta principal a "luta pela volta da democracia, contra o golpe que foi instaurado no País pelo governo ilegítimo de Michel Temer". O objetivo é chamar cada vez mais jovens para os movimentos, sempre respeitando a diversidade de ideias.
Os manifestantes estavam munidos de diversos cartazes e bonecos do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), outro alvo das críticas, e até do governador José Ivo Sartori (PMDB), todos com a palavra "golpista" estampada no peito. Pequenos pedaços de papelão cortados em forma de caixão faziam alusão ao fim do Ministério da Cultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, anexados a outros ministérios.
A caminhada teve início às 19h pela avenida Borges de Medeiros. Na João Pessoa, a sede municipal do PMDB foi pichada. Depois, o grupo seguiu pela Venâncio até a rua Lima e Silva, na Cidade Baixa.
Outro protesto que ocorreu nesta quinta na Capital foi a ocupação do prédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na avenida Independência. Foi mais um ato de artistas e coletivos do meio cultural contra o fim do Ministério da Cultura.
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