Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 19 de maio de 2016. Atualizado às 23h30.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Justiça

Notícia da edição impressa de 20/05/2016. Alterada em 19/05 às 21h33min

Tese de crime encomendado marca 1º dia de júri do Caso Eliseu

Testemunhas são ouvidos no primeiro juri de acusados do Caso Eliseu Santos foto Eduardo Nichele

Testemunhas são ouvidos no primeiro juri de acusados do Caso Eliseu Santos foto Eduardo Nichele


EDUARDO NICHELE/DIVULGAÇÃO/JC
Lívia Araújo
Após mais de seis anos da morte do ex-vice-prefeito de Porto Alegre e ex-secretário da Saúde Eliseu Santos (PTB), aconteceu nesta quinta-feira o primeiro júri de acusados pela morte do petebista. Em cerca de sete horas de sessão, foram ouvidas seis testemunhas. A sessão foi interrompida pelo juiz André Vorraber Costa, por solicitação da defesa dos réus, por volta das 19h, para ser retomada às 9h30min desta sexta-feira. Os réus Eliseu Pompeu Gomes, Fernando Junior Treib Krol, acusados pelo homicídio de Santos, serão ouvidos nesta sexta-feira no plenário da 1ª Vara do Júri do Foro Central.
Quase todas as testemunhas com exceção de um morador da região onde ocorreu o crime, que narrou o que viu e ouviu refutaram, em suas oitivas, a tese de latrocínio (roubo seguido de morte) defendida pela Polícia Civil desde 2010.
Uma delas foi a própria viúva de Santos, Denise Goulart da Silva, que negou ao promotor Eugênio Amorim que os réus tentaram roubar o automóvel do ex-secretário. Denise também confirmou que descobriu, após a morte de Eliseu, que o marido vinha recebendo ameaças.
Um ex-servidor da Secretaria Municipal da Saúde, que também foi ouvido, afirmou que Eliseu Santos começou a receber ameaças depois que decidiu romper o contrato de prestação de serviços de segurança com a empresa Reação, que fornecia vigias para postos de saúde da Capital, por desconfiar de irregularidades, o que teria tornado Santos um desafeto dos proprietários da empresa.
Outra testemunha, um investigador da Polícia Civil que esteve no local do crime pouco tempo depois da ocorrência, disse que na madrugada do sábado, 26 de fevereiro, horas depois da morte de Eliseu, recebeu duas chamadas dos também réus Jorge Renato Hordoff de Mello e Marcelo Machado Pio, sócios na empresa Reação, dizendo que ouviram falar da morte de Eliseu e informando os locais onde estavam, "para criar um álibi", na opinião do investigador.
Chamou a atenção do promotor Eugênio Amorim o fato de o pedido do investigador para que os telefonemas fossem incluídos no inquérito tenham sido desconsiderados pela Polícia Civil e que Mello e Pio não tenham sido posteriormente chamados para depor. Por isso, o investigador pediu para deixar o caso. O investigador também disse que "enquadraria Renato (Hordoff de Mello) como mandante".
Também foi ouvido um ex-advogado da Reação, que afirmou que interrompeu a prestação de serviços à empresa por se sentir "extremamente desconfortável", com o fato de os sócios andarem armados. A testemunha afirmou que entregou à Polícia Civil todos os documentos de que dispunha sobre a empresa, assim como um disco rígido de computador em estado "hígido" (intacto e em boas condições).
Na noite de 26 de fevereiro de 2010, Eliseu saía de um culto evangélico na rua Hoffmann bairro Floresta na Capital, acompanhado da esposa e da filha Mariana quando foi assassinado a tiros. As duas já estavam dentro do carro quando ele foi abordado. Santos ainda conseguiu balear um dos criminosos.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia