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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de maio de 2016. Atualizado às 13h44.

Jornal do Comércio

Política

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Crise Política

13/05/2016 - 13h44min. Alterada em 13/05 às 13h44min

'Tiramos água da inundação com balde', diz procurador da Lava Jato

 THE COORDINATOR OF THE LAVA JATO TASK FORCE ATTORNEY DELTAN DALLAGNOL, WHO INVESTIGATES DENUNCIATIONS OF CORRUPTION IN THE STATE OIL COMPANY PETROBRAS, DELIVERS A SPEECH DURING A PRESENTATION OF LEGISLATIVE CHANGES OF SUGGESTIONS AIMED AT STRENGTHENING THE FIGHT AGAINST CORRUPTION AND IMPUNITY, AT THE HEADQUARTERS OF THE ATTORNEY GENERAL IN BRASILIA, ON MARCH 20, 2015. AFP PHOTO/EVARISTO SA

Deltan Dallagnol comparou a corrupção no Brasil a uma inundação


EVARISTO SA/AFP/JC
Sem reformas política e do sistema Judiciário brasileiro, nenhuma alteração política no governo resultará em melhoras para o País e suas instituições. A opinião é do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, procurador da República Deltan Dallagnol, que comparou a corrupção no Brasil a uma inundação.
"Tiramos água com balde nas mãos quando nós acusamos criminalmente conduta a conduta. O que precisamos, se queremos evitar que novos escândalos de corrupção aconteçam, é mudar as condições, mudar o sistema", afirmou.
Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato é a maior investigação do País de combate à corrupção. "Nos preocupa que, mesmo revelado tudo isso, mesmo dois anos depois do começo das investigações, não existiu movimento concreto e consistente de reforma política. Não existiu nenhum movimento concreto de bandeiras erguidas com pessoas caminhando no Congresso, nas grandes instituições, por reforma do sistema de Justiça, que é feito para não funcionar e que está funcionando episodicamente", afirmou o procurador.
Deltan comparou as reformas às barragens que precisam ser construídas em caso de inundações, como a vivida no Brasil. Em pelo menos duas ocasiões nos últimos dez dias, a força-tarefa da Lava Jato expressou publicamente sua preocupação em relação a expectativa popular de que a troca de presidentes resolva os crimes do colarinho branco. Para o procurador, na prática, o Ministério Público Federal tem visto e comprovado que "as condições hoje no Brasil favorecem a corrupção".
"Por isso temos clamado por alterações legislativas que mudem o sistema de Justiça criminal, tornando-o efetivo e não gerando a impunidade, que é a regra na maioria dos casos, e reformas políticas que tornem o ambiente menos propício à prática continuada de crimes de corrupção."
Uma delas é a aprovação da proposta de 10 Medidas de Combate à Corrupção, apresentada pelo Ministério Público Federal, a partir de uma iniciativa de dois procuradores da Lava Jato, em Curitiba, que endurece as punições a criminosos do colarinho branco.
"Sem mudança do sistema, o que vai acontecer é que vamos continuar enxugando gelo, dando murro em ponta de faca. Esse caso Lava Jato, que não podemos contar vantagem, porque ainda não se encerrou, é sem dúvida um ponto fora da curva."
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