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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de maio de 2016. Atualizado às 13h56.

Jornal do Comércio

Política

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Crise Política

Notícia da edição impressa de 12/05/2016. Alterada em 13/05 às 13h56min

PMDB pode completar uma década no Planalto

Temer terá 2 anos e 7 meses no comando do País

Temer terá 2 anos e 7 meses no comando do País


EVARISTO SA/AFP/JC
Guilherme Kolling
O PMDB não elegeu presidente da República pelo voto direto desde a redemocratização, em 1985. Mas pode completar uma década no Palácio do Planalto se o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumir a presidência até 2018.
Isso porque Temer terá 2 anos e 7 meses no comando do País caso fique no cargo até o fim do ano da próxima eleição presidencial. Esse período, somado aos governos de José Sarney (5 anos) e Itamar Franco (2 anos e 3 meses), totaliza 9 anos e 10 meses.
Em comum entre os três, a vice-presidência da República, a filiação ao PMDB e a substituição do titular. Mas as trajetórias e as circunstâncias são diferentes.
Liderança da Arena, o partido de sustentação à ditadura militar (1964-1985), José Sarney foi para o outro lado na redemocratização, ingressando justamente no PMDB, sucedâneo do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda que aglutinava os opositores ao regime militar.
A eleição de Sarney como vice ocorreu de forma indireta, pelo Congresso Nacional. O presidente eleito, Tancredo Neves (PMDB), foi operado na véspera da posse, assim Sarney assumiu interinamente em 15 de março de 1985. Com a morte de Tancredo em 21 de abril, Sarney se tornou presidente da República, cargo que ocupou por cinco anos, até março de 1990.
Itamar Franco foi vice-presidente da República pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que venceu a eleição de 1989 com Fernando Collor de Mello. Em 1992, Itamar deixou o PRN e se filiou ao PMDB. Também nesse ano, Collor foi afastado do cargo.
Itamar assumiu como presidente interino em 2 de outubro de 1992, depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do processo de impeachment contra Collor. Enquanto o Senado analisava o caso, Collor renunciou, e Itamar assumiu a presidência oficialmente em 29 de dezembro de 1992. Ficou até o final do mandato, em 1994, completando 2 anos e 3 meses à frente do País.
Michel Temer é filiado ao PMDB há décadas e é presidente nacional do partido há vários anos. Assumiu a vice-presidência da República em 2011, após ser eleito na chapa de Dilma Rousseff (PT).
A petista se reelegeu, mas será afastada do cargo em função da abertura do processo de impeachment. Se ficar na presidência da República inclusive após o julgamento final de Dilma no Senado, Temer poderá governar por 2 anos e 7 meses.
Assim, o PMDB, desde a redemocratização até 2018, poderá superar o PSDB em tempo no poder. Os tucanos elegeram e reelegeram Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998, totalizando 8 anos no Planalto, menos do que os possíveis 9 anos e 10 meses do PMDB.
O Partido dos Trabalhadores segue como o partido com mais tempo na presidência da República desde a redemocratização, pois venceu as eleições quatro vezes - duas com Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 e 2006, e duas com Dilma, em 2010 e 2014. O PT totaliza, assim, 13 anos e 4 meses no poder.

Sigla lançou candidato em 1989 e 1994

Nas sete eleições diretas à presidência da República desde a redemocratização, o PMDB lançou candidato em duas. Na primeira oportunidade que o povo brasileiro teve para escolher o presidente, em 1989, a eleição foi pulverizada, com mais de 20 candidatos. O PMDB lançou Ulysses Guimarães, que ficou em sétimo lugar. Em 1994, o PMDB lançou Orestes Quércia, que também ficou longe do segundo turno. Desde então, são 22 anos sem lançar candidato à presidência da República. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) já avisou que não será candidato em 2018, mas lideranças do partido têm repetido que a legenda terá candidato próprio.
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