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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de maio de 2016. Atualizado às 15h22.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

06/05/2016 - 15h22min. Alterada em 06/05 às 15h22min

Gim Argello recebeu recursos para interferir na CPI da Petrobras, diz Lava Jato

 SENADOR GIM ARGELLO RELATOR GERAL DO ORÇAMENTO ANTONIO CRUZ ABR

Gim Argello era membro da CPI do Senado e vice-presidente da CPMI


ANTONIO CRUZ/ABR/JC
Nas duas denúncias criminais divulgadas nesta sexta-feira (6) em que o Ministério Público Federal acusa 20 investigados de duas fases da Operação Lava Jato, a força-tarefa da Lava Jato diz que o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) "solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs (da Petrobras) no ano de 2014".
Em uma das denúncias, entre os novos acusados por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação, além do ex-senador Gim Argello, estão os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Ricardo Pessoa e Léo Pinheiro e outros seis investigados.
"Ficou comprovado que o ex-senador e pessoas próximas, em conluio com dirigentes de empreiteiras envolvidas no megaesquema criminoso instalado na Petrobras acertaram e promoveram o pagamento de vantagens indevidas entre os meses de abril e dezembro de 2014 com o objetivo de obstruir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Senado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado e na Câmara dos Deputados", diz nota da força-tarefa.
As CPIs haviam sido abertas para investigar supostos crimes contra a Petrobras. A Procuradoria informa que constatou que houve acerto de pagamento de propina para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento. Gim Argello era membro da CPI do Senado e vice-presidente da CPMI.
"A ideia era cobrar o montante de R$ 5 milhões de cada uma das empreiteiras envolvidas", afirma o Ministério Público Federal.
Na outra denúncia, são acusados de lavagem de dinheiro o empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André, e mais 8 investigados, entre eles o publicitário Marcos Valério - operador do Mensalão, além do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
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