Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 30 de maio de 2016. Atualizado às 22h52.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 31/05/2016. Alterada em 30/05 às 18h34min

Igualdade de gêneros

Leci Maria Soriano Bobsin Corrêa
A luta pela igualdade de gêneros tem sido foco de debates acalorados, como na 9ª edição do FestiPoa - Festa Literária de Porto Alegre - evento ocorrido há dias, com uma transgênero sendo homenageada. Outro fato que aconteceu há poucas semanas e que intensificou a fala sobre o tema, foi do presidente interino Michel Temer (PMDB) que, em um primeiro momento, não selecionou nenhuma mulher para um dos seus ministérios. É claro que muitos direitos já foram alcançados pelas mulheres em nome da igualdade de gêneros, como o direito ao voto. Um dos primeiros passos dado para a conquista do universo feminino nas instâncias da sociedade, foi em meados da década de 1960 com a publicação do livro "O Segundo Sexo" escrito pela francesa Simone de Beauvoir, consolidando uma nova era do feminismo.
O que ainda ocorre é que a nossa sociedade é permeada por comportamentos e condutas masculinas ainda não extintas, as quais colocam grande parte das mulheres em estado de submissão. Entre as mais preocupantes estão a violência doméstica física e psicológica da qual são vítimas, a naturalidade com que é segregado o cotidiano que divide as tarefas domésticas femininas das masculinas e a diferença de remunerações profissionais entre ambos, permitindo que mais de 30% das trabalhadoras brasileiras recebam menos do que homens em funções similares, segundo o Pnad. Embora existam outras diferenças cruciais entre gêneros, estas evidenciam a permanente necessidade de desconstrução de modelos sociais, os quais permitem que se naturalize uma visão estereotipada entre os seres humanos segundo seu gênero. Mesmo sabendo-se que condutas desta natureza possuem raízes sociais, culturais, religiosas e econômicas há anos, entendo que o Estado deveria investir em medidas educativas, com intuito de assegurar o papel social da mulher em todas as instâncias da sociedade, em favor de uma justa equidade de gênero. Acredito também que medidas protetivas deveriam ser criadas no sentido de fornecer maior amparo às mulheres vítimas de agressão, violência e abuso, onde, por vezes, os próprios membros da família são os agressores
Professora e administradora
 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia