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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de maio de 2016. Atualizado às 23h29.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 20/05/2016. Alterada em 19/05 às 21h30min

Tempo de recomeçar

João Derly
É tempo de olhar para o futuro. A crise econômica, que prejudica principalmente os mais pobres, ganhou força com o impasse político. Por isso, chegou a hora de os homens públicos e a classe política deixarem de lado picuinhas e unirem-se por um projeto nacional que privilegie a inclusão social e o desenvolvimento econômico.
A presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada por suas pedaladas fiscais, artifício usado para maquiar um enorme rombo nas contas públicas, e que é crime de responsabilidade. Diversos juristas respeitáveis afiançam tal opinião.
Mas, além do embasamento jurídico, que foi suficiente para admissibilidade do processo na Câmara e seu prosseguimento no Senado, ainda há explicações políticas: a explosiva mistura de recessão econômica, corrupção e índices de rejeição nas alturas. Portanto, o afastamento tem, sim, embasamento jurídico, mas também um fundo político. Diante da conjuntura, a base política do antigo governo, alicerçada no "toma lá, dá cá", abandonou o barco. Sem apoio da maioria no Congresso, o governo mal começou e acabou muito antes dos capítulos finais do impeachment. De todo este episódio, que ainda terá desdobramentos, tiramos lições. Colocamos à prova a jovem democracia brasileira, que resiste bravamente. Cumprimos a cartilha constitucional até agora sem grandes sobressaltos. Há os descontentes, e é bom que eles existam, pois a democracia prescinde de contraponto. Sou um otimista e creio no Brasil. Então, confio que passaremos por mais este capítulo complicado. Manterei minha postura independente e crítica também ao novo governo que "começa" (importante lembrar que PMDB e PT são igualmente responsáveis pela crise que vivemos) da pior forma, com a nomeação de vários ministros denunciados ou investigados na Operação Lava Jato.
Por isso defendo a saída de Michel Temer e novas eleições presidenciais. Temer também assinou as tais "pedaladas fiscais". Ou seja, cometeu crimes de responsabilidade, e o seu processo de impeachment é igualmente necessário. Só a partir disso, do direito de escolher o seu presidente restabelecido, teremos uma representação legítima.
Deputado federal (Rede-RS)
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