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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de maio de 2016. Atualizado às 08h14.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 17/05/2016. Alterada em 18/05 às 08h14min

O populismo de direita

Luiz Eduardo Garcia
O cenário político nacional e internacional apresenta algumas peculiaridades, dentre estas, a ascensão da direita populista. Ninguém declaradamente se autoproclama populista, dado que o termo não constitui uma plataforma política, mas um modus operandi. Derivadas da crise econômica, as crises políticas que vêm sendo observadas no mundo se constituem como crises sistêmicas. O flagelo das populações empobrecidas, mesmos nos países em que a renda per capita é alta, tem o potencial de alavancar partidos e figuras políticas radicais ou controversas que se autoproclamam "salvadores da pátria".
O populismo de direita apresenta um discurso senso-comum: a defesa de políticas anti-imigratórias, nacionalismo econômico, política externa que privilegia aspectos securitários, defesa de valores pretensamente morais como o cristianismo, a família, combate à corrupção e, finalmente, a flexibilização de direitos sociais - eufemismo já conhecido para supressão de direitos. Nos Estados Unidos, Trump advoga tornar a "América" grande de novo. Ao que consta ela não deixou de ser a potência que é. Na Europa, a extrema direita visa obstruir a presença dos refugiados sírios. Embora Merkel apele para a solidariedade europeia, partidos como Alternativa pela Alemanha, os Partidos da Liberdade da Holanda e Áustria, a Frente Nacional na França etc., bloqueiam tais iniciativas imputando aos imigrantes a crise securitária na qual o bloco se encontra.
Aqui, o discurso conservador se traveste de liberalismo econômico, anticorrupção e que unirá o País, que porá em prática políticas "salvacionistas" de austeridade visando a desvalorização do salário real. A solução para a crise econômica visa auxiliar setor financeiro (que, aliás, não está em crise) e não o setor produtivo. Enfim, a profilaxia política não resolve os problemas econômicos. Resta saber, até que ponto as instituições resistirão ao populismo de direita?
Cientista político
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