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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de maio de 2016. Atualizado às 22h40.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 10/05/2016. Alterada em 09/05 às 19h46min

O político mais criticado do Brasil

Léo L. Vieira
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo divulgado pela imprensa, era a "fera, odiado e símbolo do mal". Ele é o político mais detestado do País. É considerado fera por sua capacidade incomparável de ir em frente com seus objetivos, mesmo que seja contra tudo e contra todos. Odiado por 77% dos brasileiros, que desejam a cassação definitiva do seu mandato. É considerado do mal, porque não param de aparecer depoimentos onde ele é apontado como um sujeito agressivo, maldoso, de princípios malignos, quando era capaz de inspirar medo em seus adversários. As palavras de Dilma Rousseff (PT) foram de repúdio contra Eduardo Cunha, considerado um traidor, vingativo, chantagista e corrupto. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, censurou com palavras duras ao dizer: é um indivíduo "extremamente agressivo" e dado a retaliações.
Boa parte dos deputados na Câmara se referia a ele com um "gângster" e "ladrão", ao extorquir dinheiro e embolsar propinas milionárias do petrolão, de ser um correntista oculto de bancos na Suíça e de mentir aos seus colegas.
Na verdade, sendo ele desprovido do decoro parlamentar, mesmo com tantos rivais e denúncias, esse indivíduo custou a ser destituído, pelo STF, da presidência da Câmara, submetendo a Casa a suas pautas e interesses pessoais. Sob sua presidência, os deputados aprovaram o pedido de impedimento de Dilma. Será que os leitores pensam que esse político de mau caráter será apagado e esquecido? Não, por enquanto ainda está vivo, às custas de seus seguidores que aprovaram suas iniciativas para desviar o dinheiro da nação. Mas há outro motivo, oculto e eloquente, para quem o defende. É que Eduardo Cunha era um provedor generoso. Ninguém sabia tratar e tocar um ponto essencial como ele, para tirar proveito aos seus interesses. Tecida durante anos a fio, essa rede de cumplicidade se recusava até o STF a passar na guilhotina o pescoço de Eduardo Cunha. Afinal, ele conseguiu recursos para vários candidatos.
Jornalista, Bagé/RS
 
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