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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h14.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 01/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h16min

OEA pede reunião de emergência

Almagro já chamou Maduro de "traidor", "ditador" e de "roubar dinheiro publico".

Almagro já chamou Maduro de "traidor", "ditador" e de "roubar dinheiro publico".


JUAN MANUEL HERRERA/ OEA /DIVULGAÇÃO/JC
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, convocou ontem uma reunião de emergência para tratar da situação da Venezuela. O dirigente quer que os países membros avaliem se houve algum desrespeito à democracia, um voto que pode resultar na suspensão da Venezuela da OEA.
De acordo com o uruguaio, o país tem sofrido "graves alterações da ordem democrática". Ele quer que o assunto seja avaliado nas próximas semanas. A nação sul-americana pode ser suspensa da organização caso dois terços de seus 34 membros entendam que o governo tem agido para debilitar a democracia.
No documento de 133 páginas em que convoca a reunião, Almagro diz que, na Venezuela, "se perdeu a finalidade da política. Se esqueceu a defesa do bem maior e coletivo a longo prazo sobre o bem individual a curto prazo. Um governante deve basear sua ação em uma visão de Estado, uma visão de longo prazo". Ainda no texto, o secretário-geral critica o presidente Nicolás Maduro ao afirmar que "o político imoral é aquele que perde esta visão, porque somente lhe interessa se manter no poder".
O texto trata também das prisões de oposicionistas políticos no país, afirmando que a democracia não é compatível com detenções de pessoas por suas ideias. "Na Venezuela, o governo fechou os canais de diálogo naturais de uma democracia."
Almagro e Maduro colecionam uma série de atritos. Em maio, o presidente venezuelano acusou o dirigente da OEA de ser um agente da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos). Em resposta, Almagro escreveu uma carta aberta em que o acusou de "traidor", "ditador" e de "roubar dinheiro público".
Ontem, o ministro das Comunicações venezuelano, Luis Jose Marcano, rebateu as acusações em um discurso televisionado, chamando o presidente da OEA de "fantoche". "A Venezuela está sob ataque das potências econômicas porque tem as maiores reservas de petróleo do mundo", disse.
Já o presidente Maduro sinalizou uma ruptura com a organização. "Vamos pedir um grande movimento para defender a paz e a independência contra o intervencionismo estrangeiro", avisou.
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