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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de maio de 2016. Atualizado às 02h11.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Notícia da edição impressa de 12/05/2016. Alterada em 11/05 às 21h13min

Atentados do EI matam 93 em Bagdá

Muitas das vítimas são mulheres, incluindo noivas em salões de beleza

Muitas das vítimas são mulheres, incluindo noivas em salões de beleza


AHMAD AL-RUBAYE/AFP/JC
Três ataques deixaram ao menos 93 mortos e 165 feridos ontem na capital do Iraque, Bagdá. O Estado Islâmico (EI) reivindicou a responsabilidade pelas três explosões. Em meses recentes, a facção terrorista perdeu alguns dos territórios que havia conquistado em 2014.
Mas a carnificina de ontem demonstra a habilidade da milícia em lançar atentados em todo o país e no centro da capital. No mais mortífero deles, uma caminhonete carregada de explosivos deixou 63 mortos e 85 feridos ao ser detonada perto de um salão de beleza em um movimentado mercado no bairro xiita de Cidade Sadr.
Muitas das vítimas são mulheres, incluindo noivas que pareciam se preparar para seus casamentos. Perucas, sapatos e brinquedos ficaram espalhados na área. Pelo menos dois carros foram destruídos na explosão, e suas partes, arremessadas para longe.
Em comunicado divulgado na internet por apoiadores, o EI afirmou que tinha como foco militantes xiitas reunidos na área. Posteriormente, outro carro-bomba foi acionado próximo a uma delegacia no bairro de Kadhimiyah, no noroeste de Bagdá, deixando 18 mortos e 34 feridos.
No norte da capital, um terceiro carro-bomba no bairro de Jamiya deixou 12 mortos e 46 feridos. Alvo de explosões diárias na década passada, Bagdá teve uma melhora em sua segurança, mas a violência contra forças de segurança e civis xiitas ainda é frequente.
Os novos atos de violência podem intensificar a pressão sobre o primeiro-ministro, Haider al-Abadi, que se vê em meio a uma crise política. Entre os legisladores iraquianos há quem diga que o impasse político tem distraído a guerra contra o EI no país.
Depois do ataque, os moradores de Cidade Sadr protestaram contra o governo, que é apontado como o culpado pela insegurança. O atentado mostra que, apesar de derrotas no último ano, o EI ainda é capaz de organizar ataques de impacto no país.
De acordo com as Nações Unidas, pelo menos 741 iraquianos foram mortos no mês de abril devido à violência, 410 deles civis. Em março, o número de mortos ultrapassou 1.100 pessoas.

Alemanha procura 40 possíveis terroristas que se passam por imigrantes

A polícia da Alemanha está investigando 40 pessoas suspeitas de serem extremistas islâmicas e que podem ter entrado no país se passando por imigrantes. Ontem, autoridades alemãs demonstraram preocupação com o ingresso de mais de 1 milhão de refugiados em 2015.
A agência federal de investigação BKA recebeu 369 casos de imigrantes suspeitos de fazer parte de organizações terroristas ou islâmicas radicais desde o início da crise imigratória. Desse número, 40 ainda estão sendo investigados.
Em fevereiro, em uma varredura em espaços onde ficam refugiados, a polícia deteve dois argelinos suspeitos de fazerem parte do grupo ligado ao Estado Islâmico (EI) que pode ter planejado um ataque em Berlim. Em ações assim, os investigadores descobriram também que Salah Abdeslam, suspeito de ser o único sobrevivente com envolvimento direto nos ataques a Paris em novembro, viajou à Alemanha dias antes para buscar pelo menos duas pessoas.
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