O engenheiro mecânico André Moraes cuida da segurança de centrais e tubulações de condomínios O engenheiro mecânico André Moraes cuida da segurança de centrais e tubulações de condomínios Foto: Mauro Belo Schneider/Especial/JC

Desempregado, engenheiro cria empresa de inspeção de gás para condomínios e empresas

Condomínios que queiram segurança em termos de equipamentos de gás e que tenham problemas de vazamento são os clientes-alvo de André Moraes

O engenheiro mecânico André Moraes, 44 anos, perdeu o emprego de 10 anos em dezembro passado. Ele chegou a fazer algumas entrevistas depois da demissão, mas os salários não chegavam à metade do que recebia em sua última função, que passava dos R$ 15 mil (além de carro, celular e plano de saúde). A solução foi empreender no ramo em que atua desde a saída da faculdade: o do gás.
Moraes montou, em casa, um escritório e criou site e redes sociais para a ASM Engenharia do Gás. Em seu plano de negócio, ele prevê que consiga atingir o padrão de vida que tinha como empregado dentro de seis meses.
A ASM tem como principal foco o mercado residencial. Condomínios que queiram segurança em termos de equipamentos de gás e que tenham problemas de vazamento são os clientes-alvo de Moraes.
Sua empresa faz inspeções, projetos e manutenção de centrais e tubulações - um segmento que ganhou muita relevância após o episódio da boate Kiss, de Santa Maria.
O desligamento do engenheiro da antiga função foi inesperado. "A gente acaba se dedicando ao negócio da empresa e não pensa no momento em que isso pode acontecer", diz, sobre a saída. Com a experiência, Moraes precisou de um tempo para se desapegar e avaliar as possibilidades que tinha na mão.
Como seu mercado é específico e ele tem um know-how de 16 anos, quis apostar na própria mão de obra. Parcerias, no entanto, são firmadas para alguns laudos que requerem certas capacidades técnicas. No futuro, a intenção é montar um espaço onde possa ter outros profissionais atuando lado a lado.
Recentemente, Moraes fechou um acordo com a imobiliária Guarida, que o indica para síndicos. "Sozinho, eu vi que não conseguiria", confessa. Sua situação atual é de aprendizado e descobertas, já que nunca tinha empreendido e considera que a universidade não o preparou para isso.
Consciente sobre a velocidade de amadurecimento de uma empresa, ele divide os rumos de seu negócio em duas fases: primeiro, a etapa de se sustentar, segundo, a de gerar receita para investir na própria empresa.
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