Diretor de Inteligência de Mercado e Relacionamento da ABF, Claudio Tieghi, fala sobre o evento Diretor de Inteligência de Mercado e Relacionamento da ABF, Claudio Tieghi. Cred ABF-divulgação (1) Foto: ABF/DIVULGAÇÃO/JC

ABF Expo reúne oportunidades no mundo das franquias em São Paulo

Claudio Tieghi, diretor na entidade, afirma que o sistema de franquia tem tradição a se desenvolver durante crises

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) se prepara para a sua 25ª feira de franquias, a tradicional ABF Expo Franchising, que ocorre entre os dias 15 e 18 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá as principais marcas (nacionais e internacionais) e tendências do setor, bem como consultorias especializadas em expansão, gestão e inovação. Para o empreendedor, será uma oportunidade de encontrar franquias dos mais variados segmentos, como alimentação, decoração, serviço de limpeza, educação e estética. A estimativa é receber 64 mil visitantes.
Umas das novidades desse ano fica por conta da Franchising Week, como explica nesta entrevista o diretor de Inteligência de Mercado e Relacionamento da ABF, Claudio Tieghi. O GeraçãoE estará presente na feira.
GeraçãoE - Como funcionará a Franchising Week?
Claudio Tieghi - A proposta é trazer para a semana da feira uma atração maior, concentrando uma série de eventos voltados ao setor. Nesse ano, vamos debater as últimas tendências do setor, só que num espírito mais B2B (Business to Business) - falando de trade para trade, com franqueadores e associados. Mas, a partir do ano que vem, queremos extrapolar esses muros com intervenções artísticas, atividades esportivas, eventos gastronômicos. No final, o objetivo não é só falar da feira, mas tornar essa modalidade de negócios ainda mais conhecida do público.
GE - Como a crise mexe no segmento?
Tieghi - O sistema de franquia no Brasil historicamente se desenvolve durante a crise, que é um dos aspectos que impulsiona a veia empreendedora das pessoas. Então, quando há ameaça de desemprego ou a desocupação em si, o franchising tem ainda maior expressão no crescimento.
GE - Por quê?
Tieghi - Porque o sistema de franquia é bastante amadurecido no Brasil. É um mercado que não tem espaço para amadorismo. Quando há crise, as pessoas buscam o franchising atrás de referência de marca, conhecimento, experiências de sucesso. Vão buscar a capacidade de empreender em rede. E os números também atraem. Em 2015, a gente teve um crescimento de 8,3% e apresentou um indicador superior a 100 mil empregos diretos.
GE - Quais setores se destacam?
Tieghi - Alguns setores apresentaram maior nível de crescimento em 2015, e assim deve permanecer. São principalmente produtos ligados à qualidade de vida e bem-estar: alimentação, cosméticos, produtos naturais, vestuário, acessórios.
GE - Algum mercado emergente?
Tieghi - O que vimos com essa crise foi um avanço do segmento de educação e treinamento. O desemprego aquece a formação das pessoas. É um setor que vamos observar muito na feira, principalmente de cursos profissionalizantes e técnicos - não necessariamente de línguas. Outro que cresceu e vai ser tendência nesse ano são os serviços automotivos. Uma vez que a frota de carros novos teve desaceleração, o usuário precisou recorrer ao serviço especializado - funilaria, troca de óleo, manutenção, reparos rápidos. E essa é justamente uma característica forte do franchising no ramo automotivo.
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