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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de maio de 2016. Atualizado às 00h14.

Jornal do Comércio

Esportes

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libertadores da América

04/05/2016 - 21h31min. Alterada em 06/05 às 00h14min

Após golear no Morumbi, São Paulo leva 3 a 1 do Toluca e avança às quartas

Kelvin Mateus celebra o tento do São Paulo contra o Toluca, no México

Kelvin Mateus celebra o tento do São Paulo contra o Toluca, no México


MARIA CALLS/AFP/JC
O São Paulo poupou forças e se apoiou na larga vantagem construída no jogo de ida para sofrer uma derrota indolor no México, nesta quarta-feira, pela Copa Libertadores. O Toluca ganhou em casa apenas por 3 a 1, placar insuficiente para tirar do time paulista a vaga que já estava muito bem encaminhada para chegar às quartas de final do torneio.
A goleada por 4 a 0 na semana passada, no Morumbi, fez o jogo no México ser um mero rito protocolar para se chegar às quartas de final. O São Paulo administrou a situação favorável, evitou atacar e até se permitiu levar pressão do Toluca. A certeza da vaga só veio quando o time fez gol fora de casa, o que forçava os adversários a ganharem por cinco gols de diferença.
A classificação leva a equipe a fazer campanha melhor do que as duas últimas participações na Libertadores. Tanto em 2013 como em 2015, o clube caiu nas oitavas de final da competição.
Livre do dever de pressionar o Toluca, a equipe fez um jogo bem abaixo das atuações que empolgaram a torcida nas últimas semanas. Um primeiro tempo ruim e um segundo tempo mediano foram suficientes para avançar.
O técnico Edgardo Bauza repetiu a estratégia do jogo com o The Strongest, na fase de grupos, ao tirar o meia Ganso da formação titular e colocar o volante Wesley, com o intuito de reforçar a marcação no meio-campo. O esquema deu certo em La Paz, mas teve desempenho fraco no México.
A presença de cinco jogadores no meio-campo não inibiu os avanços do adversário, e nem municiou Calleri no ataque. O São Paulo parecia perdido e foi bastante acuado no primeiro tempo.
A disparidade em comparação ao comportamento do Toluca era evidente. Uma equipe estava acomodada e a outra bastante "pilhada". O time da casa não queria perder um segundo sequer. Aos 17 minutos, enquanto a defesa do São Paulo estava distraída e conversava para organizar a marcação em uma falta, os mexicanos cobraram rapidamente e Uribe completou de cabeça, com liberdade e em posição duvidosa.
O vacilo no gol não serviu de lição para melhorar. O meio-campo do São Paulo avançava ao ataque de forma espalhada, o que facilitava o desarme dos zagueiros e deixava a defesa desarrumada para anular o contragolpe dos mexicanos.
O quadro só não foi pior pela grande vantagem construída no Morumbi. A goleada impediu que a grande pressão do Toluca se transformasse em um caos, pois a bola não saía do campo de defesa do São Paulo.
A equipe mexicana teve outras chances claras no primeiro tempo, reclamou de um pênalti e tentou manter o ritmo na segunda etapa, até o São Paulo empatar. Uma falha da defesa do Toluca permitiu Michel Bastos avançar com a bola e chutar cruzado, aos 5 minutos.
O empate preveniu o time paulista de sofrer qualquer risco de sufoco. A equipe mexicana se jogou ainda mais ao ataque para ter de reconstruir a vantagem. Nem mesmo o gol de Trivério, aos 17, alterou o panorama, apesar de o desespero do Toluca ter feito o jogo ficar bastante violento.
O medo de perder atletas por suspensão fez Bauza tirar no segundo tempo Calleri e Kelvin. Os dois receberam cartões amarelos e trocaram empurrões com adversários. Nos acréscimos Centurión ainda foi expulso por cuspir em um adversário.
O Toluca chegou a fazer o terceiro nos minutos finais e não pareceu ter se desanimado com a virada impossível. A equipe mostrou a força que faltou no massacre sofrido no Morumbi.
Se existem benefícios na derrota, um deles é ter mostrado que as atuações excelentes nos últimos jogos não fizeram o time ser perfeito.
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