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ECONOMIA VERDE

27/12/2016 - 18h48min. Alterada em 05/06 às 07h23min

Iniciativas do bem

Bicicletários sustentáveis produzidos pela Braskem utilizam 19,5 kg de plásticos reciclados pós-consumo

Bicicletários sustentáveis produzidos pela Braskem utilizam 19,5 kg de plásticos reciclados pós-consumo


ALEXANDRE CIGARAN /DIVULGAÇÃO/JC
O modelo de desenvolvimento industrial é colocado em xeque: extrair matéria-prima, produzir algo que possa ser usado e depois descartado, comportamento repetido por anos em escala global, traz impactos negativos ao meio ambiente e à sociedade. É neste contexto que aparecem movimentos ligados à econômica circular - quando os materiais retornam ao ciclo produtivo ao invés de serem descartados - e à economia social - quando o negócio de uma empresa resulta na transformação de realidades.
O modelo de desenvolvimento industrial é colocado em xeque: extrair matéria-prima, produzir algo que possa ser usado e depois descartado, comportamento repetido por anos em escala global, traz impactos negativos ao meio ambiente e à sociedade. É neste contexto que aparecem movimentos ligados à econômica circular - quando os materiais retornam ao ciclo produtivo ao invés de serem descartados - e à economia social - quando o negócio de uma empresa resulta na transformação de realidades.
A Braskem, ao desenvolver compostos químicos e plásticos, contribui para a criação de soluções sustentáveis para a melhoria de vida em setores como moradia, alimentação e mobilidade, e responde ao apelo deste novo momento da economia. Como dar novo uso ao seu produto pós-consumo? Em 2014, a empresa, em parceria com a Suzuki Recicladora, lançou bicicletários sustentáveis que utilizam 19,5 kg de plásticos reciclados, o equivalente a 5 mil sacolinhas plásticas. O mobiliário urbano tem capacidade para duas bicicletas.
A ideia dos bicicletários sustentáveis surgiu em 2014. Sua primeira utilização pública foi durante a Feira do Livro de Porto Alegre, em novembro de 2014. Em fevereiro de 2015, a empresa doou nove peças ao município, instaladas em pontos culturais como Usina do Gasômetro e Theatro São Pedro. Através do movimento Cicloatividade, realizado pelo Sindiatacadistas, foram instalados outros 60 bicicletários em diferentes bairros da cidade. A Braskem doou, em junho passado, três exemplares para a Assembleia Legislativa. A ação fez parte de uma parceria com os eventos que integraram o IV Seminário de Gestão Urbana Sustentável e Expo Sustentabilidade. Para João Ruy Freire, diretor de Relações Institucionais da Braskem no Rio Grande do Sul, o bicicletário é símbolo deste novo momento. "É o encontro da preocupação com o meio ambiente com o incentivo à qualidade de vida", comenta.

Agente de transformação

Empresa gaúcha oferece alternativas para o cozimento sem fumaça tóxica
ECONOMIA VERDE - Green Social Bioethanol - Crédito Divulgação Green Social Bioethanol
GREEN SOCIAL BIOETHANOL/DIVULGAÇÃO/JC
O nome é inglês, mas a empresa é gaúcha. O que acontece - e justifica a marca internacional - é que a Green Social Bioethanol tem olhos no mundo, especialmente em realidades que pouca gente observa com atenção. O uso de fogões primitivos, ativados pela combustão de gravetos, ainda é prática comum em comunidades mais carentes. E é uma questão de saúde pública. A fumaça preta, inalada principalmente por mulheres e crianças, traz malefícios à saúde. A Organização das Nações Unidas estima que quase 2 milhões de pessoas morram todos os anos por complicações decorrentes disso. E isso é maior do que o número de mortes por malária.
Alicerçada nos valores do empreendedorismo social, a Green oferece soluções de produção de etanol em pequena escala com tecnologia própria, desenvolvida em 10 anos de pesquisas, promovendo alternativas para o cozimento limpo, sem fumaça tóxica. As miniusinas de etanol possibilitam o desenvolvimento de combustível a partir de qualquer fonte de amido. Os projetos demandam um mergulho profundo em realidades. "A Nigéria está entre os maiores produtores de mandioca do mundo. No entanto, é uma cadeia totalmente desvalorizada. Muitas vezes, o produtor deixa de colher sabendo que não terá mercado. A partir do projeto da Green, essa mandioca excedente passa a ter novo uso e o produtor tem uma nova fonte de renda", comenta Bruno Mallmann, engenheiro e sócio da empresa.
O negócio tem impacto importante para comunidades desprovidas de infraestrutura básica, onde falta tudo, inclusive energia para cozinhar. A Green já possui projetos em diversos lugares do mundo, além da Nigéria, como na Guiana, onde a base do estudo é o melaço, e no Uruguai, que possui excesso de batata doce e sorgo granífero. "E, diferentemente do que a gente vê - grandes cultivos de milho e cana-de-açúcar destinados exclusivamente para o etanol -, a ideia é empoderar as comunidades. A construção é feita a partir do que já existe", explica.

Reconstrução de vida

Bicicletários sustentáveis produzidos pela Braskem utilizam 19,5 kg de plásticos reciclados pós-consumo
ALEXANDRE CIGARAN /DIVULGAÇÃO/JC
Em novembro de 2015, o município de Mariana, em Minas Gerais, foi devastado pelo pior desastre ambiental do País. Em busca de solução mais rápida, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e os alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Grey Brasil e a Ecobrick, montaram o projeto Tijolos de Mariana, que irá reutilizar a lama para fabricar tijolos artesanais e reconstruir casas populares, hospitais e escolas para cerca de 400 famílias.
Mais do que a limpeza da cidade, a proposta é a reconstrução do local e a geração de emprego e renda para uma parte dos moradores. O projeto começou em janeiro e, desde então, tem produzido mil tijolos artesanais ao mês. A iniciativa também teve incentivo através de crowdfounding. Para saber mais, acesse www.tijolosdemariana.com.br.
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