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CELULOSE

26/05/2016 - 10h48min. Alterada em 21/05 às 10h25min

Exportações e aumento de competitividade

Aumento da capacidade da Celulose Riograndense influenciou desempenho favorável do setor

Aumento da capacidade da Celulose Riograndense influenciou desempenho favorável do setor


CELULOSE RIOGRANDENSE/DIVULGAÇÃO/JC
Na contramão da queda produtiva das indústrias de transformação em 2015, o setor de celulose e papel foi dos poucos a prosperar no ano passado e a manter o desempenho positivo nos últimos meses. Os resultados refletem os esforços do segmento em focar no mercado externo. O Brasil está entre os maiores fabricantes de celulose do mundo. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a produção de celulose cresceu 4,5% em 2015 em relação a 2014, atingindo 17,2 milhões de toneladas. Já a de papel se manteve estável, 10,3 milhões de toneladas. As exportações de todo o segmento também tiveram alta de 9%, e só as de celulose cresceram 5,8% no ano passado (US$ 5,6 bilhões). Para 2016, as previsões são de permanecer a curva ascendente.
Na contramão da queda produtiva das indústrias de transformação em 2015, o setor de celulose e papel foi dos poucos a prosperar no ano passado e a manter o desempenho positivo nos últimos meses. Os resultados refletem os esforços do segmento em focar no mercado externo. O Brasil está entre os maiores fabricantes de celulose do mundo. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a produção de celulose cresceu 4,5% em 2015 em relação a 2014, atingindo 17,2 milhões de toneladas. Já a de papel se manteve estável, 10,3 milhões de toneladas. As exportações de todo o segmento também tiveram alta de 9%, e só as de celulose cresceram 5,8% no ano passado (US$ 5,6 bilhões). Para 2016, as previsões são de permanecer a curva ascendente.
No Estado, o aumento da capacidade de produção da CMPC Celulose Riograndense, após a expansão de sua planta, foi preponderante para o desempenho favorável do setor. Comemorando 1 milhão de toneladas de celulose de eucalipto produzida em menos de um ano de funcionamento da segunda linha de operação, o presidente, Walter Lídio Nunes, enfatiza que 2015 foi o ano de concretizar as projeções dentro do orçamento previsto, R$ 5,5 bilhões. Com o aumento da capacidade da fábrica, as exportações foram potencializadas.
Segundo ele, dois fatores básicos influenciaram o resultado, o favorecimento das relações comerciais pelo câmbio oportuno e desvalorização do real e a boa colocação da celulose no mercado externo. "O mercado internacional nos deu a oportunidade de colocar a celulose na rua sem dificuldades. E mesmo que países como a China decrescessem, os preços da celulose flutuaram, nos dando condição de competitividade", afirma. Entre os países que recebem a produção de Guaíba estão Estados Unidos, Alemanha, Itália, França, China, Austrália e Nova Zelândia.
Ao longo de 2015, a Celulose produziu 970 mil toneladas, 610 mil na Linha 2, com faturamento de US$ 600 milhões. Para este ano a previsão é dobrar e chegar a 1,8 milhão de toneladas nas duas plantas. Com 797 funcionários próprios e 4078 terceirizados, Nunes destaca os planos de manter investimentos de R$ 200 milhões para modernizar processos da Linha 1 e do porto de Pelotas, onde está sendo ampliada, por exemplo, a estação de tratamento de resíduos sólidos. "Continuaremos nossos investimentos em 2016, apesar da crise, porque nossa conexão é com o mercado global. Se o mercado interno tem problemas, conseguimos minimizá-los, mas esperamos que as questões do país se regularizem o quanto antes, para que o mercado e a indústria não sofram tanto", comenta.
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