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PETROQUÍMICA

26/05/2016 - 10h47min. Alterada em 21/05 às 11h32min

Empenho para a venda de excedentes e enfrentamento de problemas estruturais

Setor busca exportações dos excedentes das vendas internas para retomar competitividade

Setor busca exportações dos excedentes das vendas internas para retomar competitividade


BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
Fornecedor de matéria-prima para as indústrias de bens duráveis, da construção civil e de infraestrutura, o setor petroquímico e de plásticos foi fortemente afetado pela crise nacional e sofreu retração de 8,7% em 2015 - pior queda enfrentada pelo segmento desde 2008 - com produção de 6,1 milhões de toneladas de artefatos plásticos e faturamento de R$ 64,9 bilhões. Apoiado na queda do preço do petróleo e no câmbio favorável, o segmento tenta, agora, recuperar fôlego e se empenha nas exportações dos excedentes das vendas internas para retomar a competitividade.
Fornecedor de matéria-prima para as indústrias de bens duráveis, da construção civil e de infraestrutura, o setor petroquímico e de plásticos foi fortemente afetado pela crise nacional e sofreu retração de 8,7% em 2015 - pior queda enfrentada pelo segmento desde 2008 - com produção de 6,1 milhões de toneladas de artefatos plásticos e faturamento de R$ 64,9 bilhões. Apoiado na queda do preço do petróleo e no câmbio favorável, o segmento tenta, agora, recuperar fôlego e se empenha nas exportações dos excedentes das vendas internas para retomar a competitividade.
No ano passado, as exportações subiram 8,9% (R$ 258 mil), mas, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Roriz Coelho, foram insuficientes para reverter o déficit na balança comercial do setor e o fechamento de 30 mil postos de trabalho. "Em períodos de estagnação no mercado doméstico, voltar a atenção ao mercado internacional é muito importante. Entretanto, para que nossa produção seja efetivamente competitiva, será preciso enfrentar problemas estruturais, como cobrança de tarifas antidumping sobre importações, retirada da cumulatividade de imposto sobre produtos exportados e também ser mais agressivo em termos de acordos internacionais e abertura de novos mercados", comenta.
Para 2016, o setor trabalha com possibilidade de recuo de 3,5% na produção de transformados e de 1,3% no emprego, mas com alta de até 12% nas exportações. Dados da Abiplast apontam queda de 17,4% no acumulado do primeiro bimestre do ano em relação ao mesmo período de 2015. Segundo estado com maior concentração de produtoras de transformados plásticos - mais de 1,2 mil empresas responsáveis por cerca de 10% de todo o plástico fabricado no País e que empregam quase 30 mil pessoas - e de matéria-prima oriunda do Polo de Triunfo, o Rio Grande do Sul deverá obter um crescimento de 2% na indústria de plásticos, frente à queda de 10% de volume transformado em 2015, responsável por reduzir em 8,62% os postos de trabalho.
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast), Edilson Deitos, a entidade prevê aumento das exportações de transformados plásticos, negociações que cresceram 18,58% no primeiro bimestre deste ano. Para isso, incentiva, entre outras ações, programa de internacionalização das empresas e a participação das associadas em missões para feiras internacionais. A ordem é trabalhar para recuperar a competitividade do setor. "Sem competitividade não há geração de empregos, e vemos, no momento, a redução dos mesmos", pondera o sindicalista.

Braskem priorizou mercado externo e novos contratos

Em 2015, a demanda da produção da Braskem caiu, em função do fraco desempenho da economia nacional, e o mercado de resinas teve retração de 7,6% em relação a 2014 (4.926 mil toneladas). Com isso, a empresa obteve receita 27% inferior (US$ 14,3 bilhões) à do ano passado, e a queda dos preços no mercado internacional foi compensada pelo aumento das vendas totais e depreciação média do real, com lucro líquido consolidado em 2015 de R$ 2,899 milhões.
Para manter operação elevada nas plantas brasileiras, priorizou o mercado externo, aproveitando ainda os excedentes de volume não absorvido internamente, e comercializou no País 3.362 mil toneladas de produtos, 6% a menos do que no ano anterior. Apesar da crise nacional, a Braskem registrou no ano EBITDA (geração de recursos operacionais, sem considerar efeitos financeiros e impostos) recorde de US$ 2,808 milhões, 17% superior a 2014. Em reais, o índice também foi recorde, R$ 9,372 milhões, graças ao aumento do volume de exportações, bom desempenho nos EUA e na Europa e depreciação do real.
Nas exportações, a queda foi de 20%, pelo menor preço registrado. A receita total foi de R$ 22,7 bilhões, sendo R$ 10,2 bilhões de exportações (43% do total). Em 2015, a Braskem consolidou dois importantes contratos: de fornecimento de energia elétrica até 2037 com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e de 7 milhões de toneladas anuais de nafta para a Petrobras, por cinco anos.
 

Diversificação e personalização de produtos

Eggers e o filho Gustavo diversificaram produção com linha para festas
Setor busca exportações dos excedentes das vendas internas para retomar competitividade
BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
Com 23 anos de atuação no segmento de produtos de plástico, a Bioplast, de Porto Alegre, produz peças técnicas, produtos para laboratórios e acessórios para vinhos e espumantes. Desde 2015, no entanto, a diversificação de peças para a linha de festas e de copos transparentes e coloridos, chamada PartyParts, tem dado novo fôlego à produção. "Reinventamos nosso negócio em meio à crise e isso nos ajudou a enfrentar o ano passado, mas ainda tem sido insuficiente para expandir, por conta do momento da economia", destaca Clóvis Eggers, fundador da empresa.
Segundo ele, a insegurança do mercado tem segurado o freio na produção e determinado a manutenção de estoques mínimos. Medidas de contenção de despesas, corte nas saídas de veículos e aumento do frete para clientes têm sido adotados para driblar as dificuldades. "Trabalhamos para manter o negócio, deixamos de trocar equipamentos anualmente e partimos para a reprogramação dos equipamentos. Das cinco máquinas que tínhamos em funcionamento, apenas três seguem em atividade, de acordo com os pedidos que chegam", conta o empresário.
As exportações de produtos, que representam 5% dos negócios, seguem sendo priorizadas, principalmente na linha dos vinhos (Biovin) e de festas. Entre os principais clientes estão dois cassinos de Las Vegas (EUA), que investem em baldes de gelo com desenho diferenciado e conta-gotas para garrafas. "Nosso diferencial está na personalização dos produtos, de acordo com as necessidades dos clientes", destaca Eggers.
 
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