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SIDERURGIA

26/05/2016 - 10h47min. Alterada em 21/05 às 11h34min

Foco em produtos de alto valor agregado

Redução do capital de giro, de despesas e  investimentos garantiu sustentabilidade financeira, diz Johannpeter

Redução do capital de giro, de despesas e investimentos garantiu sustentabilidade financeira, diz Johannpeter


GERDAU/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
O excesso de capacidade da produção mundial de aço, somado à instabilidade econômica foi preponderante para o setor amargar uma das mais graves crises da história. Vendas internas (18,1 milhões de toneladas em 2015 e estimativa de 17,4 milhões neste ano), consumo aparente (estimativa de 19,4 milhões de toneladas, 8,8% menor que em 2015) e exportações (US$ 6,6 bilhões em 2015, 3,3% menor do que em 2014) atingiram níveis semelhantes aos de 10 anos atrás e quase 30 mil pessoas foram demitidas entre 2014 e 2015. No ano passado, a produção total foi de 33,2 milhões de toneladas. No Estado, no primeiro semestre de 2015, foram 498.681 toneladas produzidas contra 642.531 em 2014. A retração acompanhou a queda dos segmentos que mais consomem aço, como construção, automotivo, máquinas e equipamentos. Com isso, 74  unidades siderúrgicas foram desativadas ou paralisadas, com previsão de 23 fechamentos ainda este ano no País.
O excesso de capacidade da produção mundial de aço, somado à instabilidade econômica foi preponderante para o setor amargar uma das mais graves crises da história. Vendas internas (18,1 milhões de toneladas em 2015 e estimativa de 17,4 milhões neste ano), consumo aparente (estimativa de 19,4 milhões de toneladas, 8,8% menor que em 2015) e exportações (US$ 6,6 bilhões em 2015, 3,3% menor do que em 2014) atingiram níveis semelhantes aos de 10 anos atrás e quase 30 mil pessoas foram demitidas entre 2014 e 2015. No ano passado, a produção total foi de 33,2 milhões de toneladas. No Estado, no primeiro semestre de 2015, foram 498.681 toneladas produzidas contra 642.531 em 2014. A retração acompanhou a queda dos segmentos que mais consomem aço, como construção, automotivo, máquinas e equipamentos. Com isso, 74  unidades siderúrgicas foram desativadas ou paralisadas, com previsão de 23 fechamentos ainda este ano no País.
Uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo, com fábricas em 14 países e capacidade instalada de 25 milhões de toneladas de aço por ano, a Gerdau registrou crescimento de 2% no faturamento em 2015 (R$ 43,6 bilhões), influenciado pelo câmbio favorável e incremento de operações na América do Norte, que compensaram o desaquecimento do mercado interno. A instabilidade da economia brasileira, no entanto, refletiu nas vendas físicas do grupo, que retraíram 5% no ano passado frente as de 2014 e somaram 17 milhões de toneladas, 6,5% menor do que as de 2014, em função da readequação dos estoques da empresa.
No mercado interno, as vendas físicas (4,3 milhões de toneladas) caíram 23% na comparação com 2014. Porém, as exportações aumentaram 108% (2,2 milhões de toneladas). Já a geração de recursos das atividades operacionais (Ebitda) foi de R$ 4,5 bilhões em 2015 com lucro líquido de R$ 684 milhões. Diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter destaca que para preservar a sustentabilidade financeira houve redução do capital de giro, de despesas e de investimentos.
Na área operacional foram adotadas paradas nas usinas. "Apesar de nosso resultado ter sido impactado por itens não recorrentes, a forte presença no mercado norte-americano e o expressivo esforço de gestão permitiram reduzir o impacto da menor demanda de aço global e no Brasil", comenta o empresário.
Os investimentos somaram R$ 2,3 bilhões em 2015, concentrados na operação de planta no México, construção de uma aciaria na Argentina e instalação do laminador de chapas grossas na Usina Ouro Branco (MG). A produção de aços especiais reduziu 9% nas vendas, em razão da forte queda de demanda dos setores automotivo brasileiro e do de óleo e gás americano. Para 2016, o foco da Gerdau está na busca de novas oportunidades em mercados de produtos de alto valor agregado e contenção de investimentos, com previsão de desembolso de R$ 1,5 bilhão para a manutenção das plantas industriais. "Nossas prioridades para 2016 seguirão sendo a geração de caixa livre, a restrição de novos investimentos e a redução de custos e da alavancagem financeira, considerando o desafiador cenário global do aço", ressalta Johannpeter.
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