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CENÁRIO / AGRONEGÓCIO

24/05/2016 - 19h41min. Alterada em 21/05 às 11h42min

Boa colheita dá alento ao PIB do Rio Grande do Sul

Soja está entre os cinco principais setores exportadores do agronegócio do Estado no primeiro trimestre

Soja está entre os cinco principais setores exportadores do agronegócio do Estado no primeiro trimestre


VANESSA ALMEIDA DE MORAES/ EMATER-RS/ASCAR/DIVULGAÇÃO/JC
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande Sul de 2015 fechou com saldo negativo de 3,4%. O resultado, no entanto, é melhor que o obtido no País, que ficou em -3,8%. O que salvou a economia gaúcha foi a agropecuária, que registrou taxa de 13,6% de crescimento no acumulado do ano, segundo a Fundação Estadual de Economia e Estatística (FEE). A favor do negócio do campo estiveram as condições meteorológicas positivas para os segmentos de maior expressão e fatores econômicos, como a desvalorização do real frente ao dólar e as exportações. Mais uma vez, a soja registrou maior crescimento, com taxas de 20,4%. O crescimento na colheita foi resultado do aumento tanto da área (5,6%) quando da produtividade (14,1%).
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande Sul de 2015 fechou com saldo negativo de 3,4%. O resultado, no entanto, é melhor que o obtido no País, que ficou em -3,8%. O que salvou a economia gaúcha foi a agropecuária, que registrou taxa de 13,6% de crescimento no acumulado do ano, segundo a Fundação Estadual de Economia e Estatística (FEE). A favor do negócio do campo estiveram as condições meteorológicas positivas para os segmentos de maior expressão e fatores econômicos, como a desvalorização do real frente ao dólar e as exportações. Mais uma vez, a soja registrou maior crescimento, com taxas de 20,4%. O crescimento na colheita foi resultado do aumento tanto da área (5,6%) quando da produtividade (14,1%).
O agronegócio também foi responsável pela contratação de 21.069 postos de trabalho com carteira assinada no primeiro trimestre de 2016. Esse número é a diferença entre o número de admissões (64.227) e de desligamentos (43.158). O Rio Grande do Sul foi o Estado com maior criação de vagas, seguido por Mato Grosso e Goiás. Apesar do saldo positivo, o estoque do emprego formal do agronegócio gaúcho ficou negativo. No comparativo do primeiro trimestre de 2016 com o primeiro trimestre do ano passado, o recuo de empregos com carteira assinada no agronegócio gaúcho foi de 0,6%. Ou seja, a diferença não foi suficiente para compensar os saldos negativos dos três últimos trimestres.
"O nosso agronegócio está muito bem, aumentou muito a produtividade e está carregando o PIB do Brasil nas costas", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Müller. O dirigente defende a agregação de mais valor ao produto agrícola, como a soja. "Exportamos em grão e, proporcionalmente, exportamos menos seus derivados do que a Argentina, porque não industrializamos essa produção. E isso é o que nos falta fazer no Rio Grande do Sul para crescermos mais e aproveitarmos a nossa agricultura", completa.
O potencial do Estado também foi lembrado pelo o secretário da Agricultura e da Pecuária do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, durante a apresentação dos números da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em Porto Alegre. "Temos desafios para equacionar, mas contamos com um potencial de crescimento imenso. O agronegócio é fundamental para fazermos a travessia neste momento difícil em que vivem o Brasil e o Rio Grande do Sul", afrma ele.
O presidente da ABPA, Francisco Turra, destaca o desempenho do setor em um ambiente econômico marcado por dificuldades: "Temos a chance de crescer em um Brasil atolado com muitos problemas. Reunimos qualidade e sanidade, diferenciais que nos dão condições favoráveis para vender para outros países", afirma. Para o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, o Rio Grande do Sul tem muitas oportunidades para crescer no segmento especial de carne Premium. "O Estado tem potencial para oferecer uma carne com maior valor agregado", diz ele.
Segundo o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (Sips), Rogério Kerber, o Estado conta com uma boa condição competitiva, plantas habilitadas e expertise na atividade. No entanto, o fato de permanecer como área livre de aftosa com vacinação impede que esteja presente em negociações com mercados mais qualificados, que ficam restritos a Santa Catarina (que é livre sem vacinação). "Está se trabalhando a alternativa de certificar a carne suína como uma produção compartimentalizada, que atende a determinados requisitos", comenta o dirigente do Sips.

Exportações em alta

Polo (e) e Turra destacam o bom momento do agronegócio
Ernani Polo e Francisco Turra destacaram o bom momento do agronegócio gaúcho durante encontro em Porto Alegre
MARCELO G. RIBEIRO/JC
As exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 1,694 bilhão no primeiro trimestre de 2016, 60,3% das vendas externas totais do Estado. Na comparação com igual período de 2015, o valor exportado se retraiu 10,5%, devido à queda de volume e de preços. Os cinco principais setores exportadores do agronegócio do Estado no primeiro trimestre foram carnes, complexo soja, fumo e seus produtos, produtos florestais e cereais, farinhas e preparações.
"Os 10 maiores importadores de carne suína do Brasil apresentaram forte crescimento nas exportações de março e do trimestre, o que indica boas perspectivas quanto ao saldo geral deste ano. Aumentou, também, a distribuição da oferta entre mercados, com a redução da participação da Rússia de 45% ao longo de 2015 para 37% neste primeiro trimestre", ressalta Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente de suínos da ABPA. "Ninguém sobrepuja o Brasil em condições sanitárias", complementa. Uma das grandes apostas para o aumento das exportações do setor de suínos está na especialização de sua produção. "Nós nos esforçamos para produzir de acordo com o gosto de cada mercado, tanto o brasileiro como o estrangeiro", aponta Francisco Turra, citando o caso dos consumidores japoneses, que preferem uma carne com mais gordura.
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