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LEITE

24/05/2016 - 19h41min. Alterada em 21/05 às 11h54min

Mercado internacional pode ser a melhor aposta

Produtores gaúchos estão negociando com mercados de Angola, Arábia Saudita e México

Produtores gaúchos estão negociando com mercados de Angola, Arábia Saudita e México


ALINA SOUZA/PALÁCIO PIRATINI/JC
Margens pequenas de lucro e um preço pressionado pelo baixo consumo devido à crise tornam a exportação a melhor aposta para o setor lácteo. A proposta de enviar para o exterior produtos como leite em pó, por exemplo, e achar novos mercados que estejam abertos parece ser a melhor saída para os produtores brasileiros. "Com menos oferta no mercado interno, os preços tendem a se ajustar pelo simples equilíbrio entre oferta e demanda", diz Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat).
Margens pequenas de lucro e um preço pressionado pelo baixo consumo devido à crise tornam a exportação a melhor aposta para o setor lácteo. A proposta de enviar para o exterior produtos como leite em pó, por exemplo, e achar novos mercados que estejam abertos parece ser a melhor saída para os produtores brasileiros. "Com menos oferta no mercado interno, os preços tendem a se ajustar pelo simples equilíbrio entre oferta e demanda", diz Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat).
Na avaliação de Guerra, a reposição de perdas fica prejudicada, pois os produtores mantêm os preços defasados pela inflação, enquanto os custos de produção seguem aumentando. "O reajuste dos combustíveis e dos insumos como milho e suplementos dificultam a vida do produtor e da indústria", diz o dirigente. O desafio do setor para se tornar mais competitivo, na avaliação do presidente, é reduzir os custos de produção que estão acima da média mundial. "O setor industrial precisa inovar na produção para despertar novos hábitos de consumo no mercado interno."
A vantagem é que outros países enxergam no Brasil seu potencial de consumo e também a sua capacidade de produção. O maior comprador do leite brasileiro é a Venezuela. Agora, com atrasos em pagamentos e a falta de garantias de recebimento, os embarques estão sendo freados e Bolívia, Egito e Rússia passaram a ser compradores importantes. O Rio Grande do Sul também negocia com a Angola, Arábia Saudita e México. Outro potencial comprador para o leite brasileiro é a China e a Rússia, países que abriram seus mercados recentemente. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás são os Estados com maior competitividade no cenário internacional.
A chave para cortar custos e aumentar as margens de lucro, na visão de Guerra, passa pela necessidade de elevar a produtividade por animal, adequar a genética ao clima sulista e melhorar a qualidade das pastagens. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos uma vaca rende 9 mil quilos de leite ano, enquanto no Brasil essa média cai para 1,5 mil litros. Neste cenário o Rio Grande do Sul se destaca com índice de 3 mil quilos por ano.

Queda 2,7% no consumo

Dados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) indicam que houve uma queda de 2,7% no consumo de lácteos em 2015. A produção nacional caiu 2,8%. Na contramão deste cenário, o Rio Grande do Sul registrou ganho de 1,6%, mesmo com as dificuldades climáticas. "Apesar da redução do mercado interno, trabalhamos com um alimento básico e, por isso, ele segue na lista de compra das famílias", afirma o presidente do sindicato, ressaltando que as empresas precisam focar sua produção nesses itens que têm maior giro. Segundo ele, o consumidor está procurando preço e buscando ofertas nas redes varejistas.
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