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Agronegócios

24/05/2016 - 19h41min. Alterada em 21/05 às 11h55min

Frustração na última safra de trigo

Em 2015, o Estado exportou 1,5 milhão de toneladas de milho

Em 2015, o Estado exportou 1,5 milhão de toneladas de milho


KATIA MARCON /DIVULGAÇÃO/JC
A última safra de trigo colhida no Estado - no final de 2015 - foi marcada pela frustração e perdas que chegaram até a 50% da produção. Pelo menos duas fortes geadas em setembro, excesso de chuva e ventos fortes contribuíram para o resultado ruim. Segundo o Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, embora a produtividade média obtida em 2015 (1.693 kg/ha) tenha ficado 19,48% maior que a do que 2014 (1.417 kg/ha), a produção total caiu para 1,489 milhão de toneladas, ficando 10,87% menor que a do ano anterior (1,670 milhão de toneladas).
A última safra de trigo colhida no Estado - no final de 2015 - foi marcada pela frustração e perdas que chegaram até a 50% da produção. Pelo menos duas fortes geadas em setembro, excesso de chuva e ventos fortes contribuíram para o resultado ruim. Segundo o Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, embora a produtividade média obtida em 2015 (1.693 kg/ha) tenha ficado 19,48% maior que a do que 2014 (1.417 kg/ha), a produção total caiu para 1,489 milhão de toneladas, ficando 10,87% menor que a do ano anterior (1,670 milhão de toneladas).
Esta contradição se explica pela redução na área plantada no Estado. "A redução da área plantada vem ocorrendo desde 2013", afirma o gerente regional adjunto da Área de Grãos de Passo Fundo, Cláudio Doro. O último levantamento da Emater mostra que o Estado semeou apenas 879,5 mil hectares, contra os 1,180 milhão plantado em 2014: uma redução de 25,48%.
As exportações é que têm salvado os produtores de milho. O Rio Grande do Sul é o maior exportador do País. Segundo Doro, até o final de 2015 o Estado havia exportado 1,5 milhão de toneladas para países como Vietnã, Filipinas, Tailândia e China, que compraram o grão, apesar da qualidade também não ter sido boa na última safra. Mesmo com todo controle de doenças, os grãos em fase final de ciclo foram infectados por fungos produtores de toxinas, provocando perda de qualidade do grão, com restrições ao consumo humano e animal.
Mas nem tudo são más notícias para os produtores. O trigo melhora a lucratividade da propriedade como um todo ao dividir os custos fixos diretos. Além disso, traz benefícios indiretos na fertilidade química, física e biológica do solo, na supressão natural de pragas e na cobertura vegetal da lavoura. Segundo o diretor de Negócios da Biotrigo Genética, André Cunha Rosa, o investimento em programas de manejo que envolvam a diversificação de culturas, especialmente com a inclusão do trigo, melhora a sustentabilidade do negócio. "Um dos maiores benefícios é a possibilidade de utilizar a mesma estrutura física e de pessoas que as culturas de soja e milho, reduzindo o impacto dos custos fixos sobre as culturas de verão, melhorando assim, a rentabilidade da propriedade como um todo", explica. Considerando o manejo da cultura, a inserção do trigo permite ainda o aproveitamento dos investimentos feitos no solo após a colheita, já que eles são reabsorvidos pela cultura seguinte, como a soja.
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