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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de maio de 2016. Atualizado às 22h49.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 24/05/2016. Alterada em 23/05 às 21h35min

Benefícios fiscais ao setor calçadista são prorrogados

Governador Sartori anunciou renovação do incentivo durante a abertura do Sicc, em Gramado

Governador Sartori anunciou renovação do incentivo durante a abertura do Sicc, em Gramado


KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC
Na abertura do 25º Salão Internacional do Couro e do Calçado (Sicc), em Gramado, o governador José Ivo Sartori assinou o decreto que renova os incentivos fiscais para o setor coureiro-calçadista. O documento prorroga, de 1 de junho de 2016 até 31 de maio de 2017, a concessão de créditos presumidos de ICMS para empresas gaúchas do setor coureiro-calçadista.
A fim de garantir a competitividade do produto gaúcho e gerar empregos no Estado, o documento prevê a concessão de créditos presumidos de ICMS na comercialização para outros estados, com redução de 12% para 11% a alíquota do imposto na saída dos produtos.
Para o governador, a medida "é um reconhecimento ao trabalho da indústria que gera emprego, renda e contribui para o desenvolvimento do Estado". Segundo ele, mesmo diante das dificuldades financeiras, o governo vem mantendo uma política de incentivo aos setores econômicos mais importantes da economia gaúcha.
"Não podemos desistir dos nossos eventos. São eles que dão a oportunidade para que o setor tenha visibilidade na sociedade, e mostram a importância dele pavimentando o caminho para o crescimento", ressaltou o governador em referência ao Sicc.
O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, reafirmou o compromisso da gestão, que, desde o primeiro momento, buscou o diálogo com as entidades para manter uma política de incentivo para os setores estratégicos do Estado, ainda que adotando medidas de ajuste fiscal.
O presidente do Sicc, Frederico Plestch Neto, lembrou que, com a força dos sindicatos do setor, a feira de negócios tornou-se uma das mais importantes da América do Sul e, nesta edição, conta com 350 expositores. O evento segue até amanhã.

Melhora na demanda e novo governo ampliam confiança

A combinação da percepção de melhora na demanda com a perspectiva de redução de incertezas em meio à mudança de governo permitiu que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subisse mais uma vez em maio, afirmou o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloisio Campelo. A prévia deste mês indica alta de 1,3 ponto, para 78,8 pontos, o terceiro avanço consecutivo.
Por outro lado, dificilmente o índice atingirá a neutralidade (100,0 pontos) ainda neste ano, sinal de que a situação da indústria ainda exige cautela, notou Campelo. "Não acho que a confiança vá subir tanto", disse. A melhora do indicador em maio, puxada pelas avaliações sobre a situação atual, sinaliza ao menos duas coisas, apontou Campelo. Em primeiro lugar, é possível que a fase mais aguda de quedas na produção industrial já tenha passado. "Os estoques estão melhorando há algum tempo, e a demanda também subiu", disse.
Em segundo lugar, há a questão subjetiva, ligada à mudança de governo. "Talvez, haja percepção de redução de incerteza, uma perspectiva de sair daquela paralisia para um governo que, ao menos, conseguiria agir e sinalizar algo lá na frente", explicou o superintendente.
A melhora ligada ao cenário político, contudo, é menos marcante do que foi na época do impeachment de Fernando Collor, em 1992, afirmou Campelo. Naquele período, a euforia entre os empresários industriais foi maior, tendo sido corrigida para baixo diante da percepção de que as dificuldades na economia persistiam, apontou o superintendente.
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