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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de maio de 2016. Atualizado às 23h29.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 20/05/2016. Alterada em 19/05 às 22h15min

KMW avalia fabricação de blindados no Estado

Atual planta visa ao mercado nacional e países próximos, disse Böge

Atual planta visa ao mercado nacional e países próximos, disse Böge


FREDY VIEIRA/JC
Jefferson Klein
Após ter inaugurado em 9 de março a sua planta de manutenção e modernização de blindados em Santa Maria, a alemã Krauss-Maffei Wegman (KMW) projeta ir além. A companhia estuda produzir no Brasil esse tipo de veículo destinado às forças armadas, o que seria feito, provavelmente, na cidade gaúcha em que já opera.
O CEO da KMW do Brasil Sistemas Militares, Jan Christian Böge, antecipa que para desenvolver um novo modelo de blindado nacional, a partir do zero, seriam necessários de oito a 10 anos de trabalho. "Se alguma força armada está pensando, para 2026, ter um blindado não mais comprado (fora da América do Sul), mas desenvolvido e fabricado aqui no Brasil, estamos atrasados", frisa. O executivo argumenta que, se for aproveitada uma plataforma existente, o tempo gasto na iniciativa encurtaria e os blindados poderiam ser produzidos dentro de seis anos.
Apesar da intenção manifestada pela KMW, o prosseguimento das ações e o cronograma dependerão do panorama econômico e político do País. Em princípio, a fabricação dos blindados ficaria sediada em Santa Maria, pois a empresa adquiriu 180 mil metros quadrados de área no município, prevendo a expansão da sua unidade já instalada. A atual planta, voltada para a manutenção e modernização de blindados, tem como foco atender tanto ao mercado nacional quanto a países próximos. Porém, no momento, o único cliente é o Exército brasileiro.
O investimento do grupo nesta primeira etapa do empreendimento foi entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões e hoje cerca de 40 pessoas estão trabalhando no complexo. "Não é uma indústria que precisa de quantidade, mas sim de qualidade (por causa da tecnologia contida nos blindados)", destaca Böge. Apesar dessa característica, os planos da KMW previam chegar ao final de 2016 com 100 profissionais e, nos próximos dois anos, com 200 colaboradores. Também era meta da companhia aprimorar a unidade com a implantação de pistas de teste, novos espaços, entre outras melhorias. Porém, apesar desses objetivos ainda serem mantidos na pauta da empresa, o prazo foi postergado devido à restrição orçamentária da União.
Böge participou, nessa quinta-feira, da reunião-almoço da Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul realizada no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. No encontro com os empresários, o executivo comentou que reporta à matriz da KMW, localizada na Alemanha, o que acontece atualmente no cenário político e econômico do Brasil. O dirigente ressalta que são feitas perguntas como: "mas, isso é possível? Vai ter ou não vai ter impeachment?". Böge detalha que parte da diretoria que está no exterior tem conhecimento do que o País já enfrentou nas décadas de 1980 e 1990 e sabem que não é uma situação totalmente nova. "Só que para as gerações mais jovens, digamos que os últimos três meses não ajudaram muito a solidificar uma impressão de confiança aqui no Brasil", conclui.
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