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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de maio de 2016. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 13/05/2016. Alterada em 12/05 às 21h43min

Randon inicia ano com perdas de R$ 9,6 milhões

Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Mesmo com crescimento de 5,4% na receita líquida do primeiro trimestre na comparação com igual período do ano passado, totalizando R$ 734,6 milhões, as Empresas Randon consolidaram prejuízo de R$ 9,6 milhões, com margem negativa de 1,3%, ante o lucro líquido de R$ 0,6 milhão. No mercado interno, as vendas brutas somaram R$ 898,5 milhões, alta de 2,3% na mesma base de comparação. As exportações somaram R$ 122 milhões no trimestre, crescimento de 4,8%. Em dólares, que somaram 32,2 milhões, a queda foi de 19,1%.
De acordo com o relatório da diretoria, o desempenho da economia, a baixa confiança, os juros e a inflação alta mantêm influência na demanda e nos níveis de faturamento da companhia. Além disso, cita que os entraves políticos têm postergado movimentos de retomada.
No primeiro trimestre do ano, a Randon entregou 2.303 implementos rodoviários, alta de 11,6% sobre igual período de 2015. Segundo a diretoria, a competição no segmento continua agressiva em algumas famílias de produtos, e a pouca atratividade nos financiamentos de máquinas e implementos, que passaram a utilizar juros da modalidade TJLP, reduziu ainda mais o fôlego de um segmento já fragilizado.
A avaliação da diretoria é que esses fatores, aliados a uma economia enfraquecida, reforçam os sinais que o mercado total em 2016 deverá ser menor do que o do ano passado. O fato positivo apontado no relatório é a manutenção do número de implementos vendidos mensalmente, considerado sinal importante de que possivelmente o setor atingiu o limite mínimo de demanda.
No segmento de vagões ferroviários, a Randon entregou 726 unidades, crescimento de 79,7% sobre o primeiro trimestre do ano passado. A diretoria destaca que a carteira de produtos e as novas negociações em andamento indicam boas perspectivas para este ano.
Nas autopeças, a companhia tem explorado com maior intensidade as oportunidades de negócios no mercado externo, utilizando canais já consolidados no exterior para expandir volumes e portfólio. Segundo a diretoria, o primeiro trimestre começa a refletir algumas dessas iniciativas, que devem ter impacto mais positivo ao longo dos próximos períodos. Os volumes de reposição continuam em ascendência.
As exportações representaram 16,6% da receita líquida, em linha com o desempenho do primeiro trimestre de 2015. Entre as causas para a queda das vendas externas está o momento difícil da economia de alguns países africanos em função da desvalorização do petróleo. Outro fator é a alteração da dinâmica de envio de produtos ao exterior no segmento de implementos. A empresa ampliou o número de itens enviados em CKD em relação aos produtos prontos, fato que reduz o valor médio das exportações deste segmento. A diretoria adianta, no entanto, que diversos projetos estão em andamento visando à retomada de negócios em vários países. Também há estudos de viabilidade para ampliar as exportações em CKD.
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