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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de maio de 2016. Atualizado às 14h06.

Jornal do Comércio

Economia

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energia

06/05/2016 - 13h12min. Alterada em 06/05 às 14h06min

Usina de Charqueadas será desativada em agosto

 Usina Termelétrica Charqueadas divulgação Tractebel

Fechamento da usina de carvão afeta cerca de 2,4 mil trabalhadores


TRACTEBEL/DIVULGAÇÃO/JC
A Engie Tractebel Energia vai desativar a Usina Termelétrica de Charqueadas, na região Metropolitana de Porto Alegre. As operações serão encerradas em 31 de agosto. O motivo, segundo a empresa, seria a obsolescência técnica dos equipamentos e baixa eficiência da unidade, que atualmente gerava 36 megawatt (MW).
“As restrições que temos não são ambientais, pois a Usina cumpre adequadamente com o que está previsto na Licença Ambiental. Nossas restrições são de final de vida útil dos equipamentos, pois alguns deles já estão alcançando a marca de 300 mil horas de operação”, explicou o diretor-presidente da Companhia, Manoel Zaroni Torres, em nota.
No início do ano, Torres já havia adiantado ao Jornal do Comércio que uma adaptação da termelétrica não era viável. Conforme o executivo, a Tractebel estava estudando alternativas de negócios para viabilizar uma nova planta, como alterações de marcos regulatórios. Os estudos, no entanto, demonstraram que uma nova usina não teria retorno financeiro em 25 anos, tempo necessário para amortização dos investimentos.
Em fevereiro, a Tractebel confirmou que a usina seguiria operando, após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ter autorizado a diminuição da potência da unidade. A redução da capacidade do complexo, de 72 MW (cerca de 2% da demanda média de energia do Estado) para 36 MW, era necessária para enquadrar o empreendimento nos critérios de eficiência da Resolução Normativa nº 500 da Aneel e assim não perder o subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
O fechamento da usina, conforme a Tractebel, está alinhado com a estratégia do grupo de descarbonizar sua matriz de geração de energia. De acordo com a empresa, a unidade emprega atualmente 72 funcionários diretos.
A usina de carvão produzia energia há 54 anos, e gerava cerca 2,4 mil vagas de trabalho diretas e indiretas. O presidente do Sindicato dos Mineiros do Rio Grande do Sul, Oniro Camilo, recebeu com surpresa a notícia sobre o fechamento da unidade. "Havia expectativa de que as operações fossem mantidas pelo menos até o final do ano, até se buscarem novos investimentos para a usina", afirmou.
A preocupação do Sindicato se estende ao fato de que a região carbonífera "já é uma região carente de emprego", e se torna uma perda também para prefeitura, que deixa de arrecadar, aponta Camilo.  
Sem detalhar as medidas, a Tractebel informou que oferecerá garantias aos empregados.
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