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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de maio de 2016. Atualizado às 23h53.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 06/05/2016. Alterada em 05/05 às 22h10min

Braskem avalia flexibilizar matéria-prima

Fernando Musa diz que diálogo com a Synthos será retomado

Fernando Musa diz que diálogo com a Synthos será retomado


BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein, de São Paulo
A análise de uma proposta ousada da Braskem, a diversificação da matéria-prima que consome, que será trabalhada inicialmente na unidade que o grupo possui em Camaçari (BA), será estendida às outras centrais petroquímicas da empresa, entre as quais a de Triunfo. Na Bahia, a companhia importará etano dos Estados Unidos, oriundo do gás de xisto ou do gás natural convencional, para servir de alternativa à nafta usada na fabricação das resinas termoplásticas.
No caso do Rio Grande do Sul, o presidente da Braskem (que recém-assumiu o cargo), Fernando Musa, argumenta que a distância em relação à América do Norte é maior do que para o Nordeste, porém a avaliação da possibilidade será feita mesmo assim. Para concretizar o empreendimento na Bahia, será necessário adaptar o terminal portuário de Aratu para o recebimento do gás, entre outras obras de infraestrutura. A previsão de investimento na ação é de R$ 380 milhões. O abastecimento, que começará a partir do segundo semestre de 2017, ficará sob responsabilidade da empresa Enterprise Products. A planta industrial de Camaçari, que hoje depende integralmente do fornecimento de nafta, passará a poder utilizar até 15% de etano a partir dos aprimoramentos a serem realizados. A intenção da Braskem é usar o insumo (nafta ou gás) de acordo com a competitividade do custo.
Outro tema relevante para o Estado é a perspectiva de que a Braskem e a Synthos fechem um acordo quanto ao fornecimento de butadieno para que a empresa polonesa possa instalar uma fábrica de borracha sintética em Triunfo. Esse assunto tinha sido "congelado" enquanto Braskem e Petrobras discutiam o contrato de nafta (matéria-prima do butadieno). Musa adianta que, agora, com a questão da nafta solucionada, o diálogo com a Synthos e outros eventuais clientes será retomado. No entanto, o executivo ressalta que a maior dificuldade atualmente para a confirmação de investimentos estrangeiros no País é o cenário ruim da economia brasileira.
Nessa quinta-feira, a Braskem apresentou o balanço do primeiro trimestre deste ano. A companhia alcançou um lucro líquido de R$ 747 milhões, uma elevação de 266% se comparado ao mesmo período do ano passado. Entre os fatores que explicam o resultado do grupo estão o volume de exportação das resinas, o desempenho das operações nos Estados Unidos e Europa, os melhores spreads dos produtos petroquímicos básicos e de resinas no exterior, além da desvalorização média de 37% do real frente ao dólar no período.
Nos três primeiros meses do ano, o mercado brasileiro de resinas termoplásticas foi de 1.168 milhão de toneladas, o que representa uma queda de 18%. As vendas domésticas da Braskem totalizaram 782 mil toneladas, em linha com a retração no cenário nacional. O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do grupo, Pedro Freitas, prevê que, ao final deste ano, o mercado de resinas do País deverá registrar uma redução em torno de 7%.
Se o panorama interno apresentou problemas, o externo foi acolhedor. As exportações de resinas da Braskem a partir do Brasil somaram 415 mil toneladas, um acréscimo de 62% em relação ao desempenho do primeiro trimestre do ano passado. A companhia também verificou um bom desempenho operacional no primeiro trimestre de 2016, com um índice de 89% de ocupação das centrais petroquímicas no País, sendo que a unidade em Triunfo operou a plena capacidade.

Empresa estima investir R$ 3,7 bilhões neste ano

Desenvolvimento do complexo petroquímico no México é um dos projetos
Desenvolvimento do complexo petroquímico no México é um dos projetos
BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
Para 2016, a Braskem projeta concretizar um investimento na ordem de R$ 3,7 bilhões. Entre as iniciativas contempladas com esses recursos estarão a parada de manutenção em Camaçari, desenvolvimento do complexo petroquímico no México (que já iniciou as operações) e a flexibilização do uso de matéria-prima na unidade baiana.
Quanto a estratégias operacionais e comerciais, o presidente da companhia, Fernando Musa, cita a meta de assegurar a exportação do volume de resinas não comercializado no Brasil e a avaliação das oportunidades de diversificação de aproveitamento de matérias-primas.
Futuramente, a empresa analisará a instalação de uma nova planta de polipropileno nos Estados Unidos, onde já possui cinco indústrias petroquímicas. Sobre o antigo projeto do grupo de construir uma fábrica de polipropileno verde (feito a partir do etanol da cana-de-açúcar) no Brasil, Musa diz que a ideia continua sendo trabalhada, entretanto a queda do preço do petróleo impõe desafios na competitividade dessa cadeia e não há um cronograma definido. A oportunidade nessa área do álcool dentro da petroquímica está concentrada hoje em nichos, aponta o dirigente. Ou seja, demandando volumes menores.
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