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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de maio de 2016. Atualizado às 14h10.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria automotiva

05/05/2016 - 14h05min. Alterada em 05/05 às 14h10min

Indústria automobilística encerra o quadrimestre com queda de 27,9% nas vendas

 PÁTIO DA MONTADORA GM EM GRAVATAÍ, IMAGENS PARA DEMONSTRAR O NÚMERO DE VEICULOS ESTOCADOS

Apenas no mês de abril, foram vendidos 162,9 mil veículos


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Agência Brasil
As vendas de veículos novos automotores, incluindo automóveis, caminhões, comerciais leves (como vans e furgões) e ônibus, encerraram o período de janeiro a abril deste ano em baixa de 27,9%, com o total de 893,7 mil unidades comercializadas. Apenas no mês de abril, foram vendidos 162,9 mil veículos, número 9,1% menor do que o registrado em março deste ano e 25,7% inferior ao resultado de abril de 2015.
Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O novo presidente da entidade, Antonio Megale, observou que, apesar desses recuos, o ritmo de queda nas vendas diminuiu. No começo do ano, o percentual de retração era de 38,8%.
As montadoras instaladas no Brasil produziram em abril 169,8 mil veículos, número 13,6% abaixo do de março e 22,9% inferior ao registrado em abril do ano passado. No acumulado desde janeiro, houve queda de 25,8%.
De acordo com Megale, as empresas têm feito um esforço para manter os empregos, tanto que hoje têm 30% da força de trabalho em regime de flexibilização, sendo 6.044 postos em regime lay-off e 29,6 mil no Programa de Proteção ao Emprego (PPE). "É uma situação preocupante e as empresas estão demonstrando esforços para preservar os empregos", destacou.
Em relação a abril do ano passado, as vagas encolheram 8%, tendo hoje uma base 128.441 trabalhadores. Para ampliar as ofertas, é necessário que o país volte a crescer, defendeu o presidente da Anfavea.
O executivo apontou que, entre os segmentos que mais apresentaram queda nas vendas, estão os caminhões, com recuo de 13,2% de março para abril e 31% no acumulado do ano. No entanto, Megale acredita em recuperação por meio das exportações e também com a restauração da confiança do setor do agronegócio após o anúncio das condições de financiamento da nova safra agrícola.
As vendas internas de máquinas agrícolas caíram 40,8% no quadrimestre. Em abril, houve redução de 32,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, mas, em relação a março, as vendas subiram 4,9%. Nas vendas externas, no entanto, esse segmento apresentou redução de 44,5% sobre março, de 39,7% sobre abril do ano passado e 23,3% no acumulado do ano.
O presidente da Anfavea reconheceu que tem ocorrido uma participação importante do governo no fechamento de negócios para aumentar as exportações em geral. Segundo ele, entre os acordos bilaterais que surgem como alternativa para compensar as fracas vendas internas estão os contratos feitos com o Uruguai, Peru, a Colômbia e países africanos.
Megale informou ainda que, na próxima divulgação sobre o desempenho do setor, deverá anunciar novas projeções de produção e vendas, o que não foi feito ainda por causa do momento político. "Precisamos esperar a estabilização do que vai ocorrer nas próximas semanas e ver primeiro as formulações da política macroeconômica", disse.
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